quinta-feira, dezembro 01, 2005

Há Razões para esperar

Durante o namoro, com a minha actual esposa, decidimos fazer uma lista de razões para ter relações sexuais apenas no casamento. Em qualquer namoro, mesmo tendo a convicção de que a abstinência sexual é fundamental, surgem momentos em que essa convicção é posta à prova devido à normal atracção sexual entre ambos. É sábio da parte de ambos tomar medidas concretas para cumprir essa convicção, evitando demasiadas situações de prova. Ter bem presente as razões abaixo indicadas (e outras) é apenas uma dessas medidas.

1. Qualquer nível de intimidade elevada com uma pessoa que poderá não ser seu cônjuge é uma intimidade roubada a um futuro casamento.

2. O relacionamento sexual só deverá existir quando houver sido estabelecido um compromisso formal diante da sociedade e de Deus porque reforça a fidelidade entre ambos e quando existirem bases emocionais suficientemente fortes para tal intimidade.

3. Relações sexuais antes do casamento:
- tendem a levar à falta de confiança um no outro e a possíveis relações extra-conjugais (se fez antes, porque não fazer depois?)
- podem causar perda de respeito por parte da pessoa em relação a si mesma e ao parceiro sexual
- podem reforçar a imaturidade – as pessoas querem o prazer do sexo sem quaisquer responsabilidades.

4. Ao ter relações sexuais apenas no casamento, não se fazem comparações com outras experiências sexuais anteriores.

5. Para quem crê em Deus, ter relações sexuais apenas no casamento é a Sua vontade, revelada na Bíblia. (ver Heb.13:4; I Tess.4:3-7; I Cor.6:12-20; 7:1-5; Col.3:5).

6. A gravidez é sempre um resultado possível do sexo, seja “seguro” ou não, e uma gravidez indesejada deixa marcas profundas na vida da mãe, e muitas vezes do bebé também.

7. Só há uma primeira vez.

6 comentários:

Vilma disse...

Uma lista muito sensata e coerente!
Gostei muito! :))

Lenita disse...

Olá Vitor!
Obrigada pela coragem de partilhar a lista. Depreende-se que levaste o diálogo muito a sério na vossa relação.
Por mais pertinentes e lógicas que essas razões sejam, a mais importante de todas é a obediência a Deus. A questão é esta: se não houver qualquer razão lógica ou vantagem, eu estou pronto a obedecer a Deus?

Foi-nos ensinada a vontade de Deus e, frequentemente, ela vinha acompanhada de razões humanamente lógicas que a tornavam aceitável (ou seja, que nos pareciam vantajosas). O problema é que tais razões têm, não direi sempre, mas em alguns caso, um efeito contraprodutivo, porque na nossa mente ficou registado que a vontade de Deus tem de ter uma certa lógica, traz uma vantagem a longo prazo, etc. Isto enfraquece a importância de obedecer atendendo à pessoa em si (Deus)mais do que às razões.
Certamente tu conheces pessoas que eu também conheço, cujo problema reside aqui. Se começam a faltar razões, vantagens para a vontade de Deus, ela tende a ser dobrada como vime, de modo a caber no meu sentido de razão de ser das coisas, de modo a não parecer tão inútil, tão desvantajosa, etc.
Na minha experiência, a grande questão que volta sempre é:
ainda que Deus não tenha grandes objectivos para a minha vida, ainda que Deus a "desperdice" por completo (na minha óptica das coisas), eu estou pronta a segui-lo?
Bençãos a todos!
(PS:cuidado, as bençãos podem ser um tanto arriscadas...)

Vitor Mota disse...

Lena, concordo com o que dizes no ponto que devemos estar dispostos a obedecer a Deus sem qualquer razão ou lógica. No entanto eu vejo Deus também como um Ser cuja vontade é a melhor, não só porque Ele a determinou assim, mas porque sabe o que é o melhor para as nossas vidas e as suas leis ou vontade têm uma razão de ser. E muitas vezes acontece que os cristãos até sabem qual é a vontade de Deus mas porque não compreendem a razão dela, obedecem-lhe (ou não) mas mais por obrigação do que de coração. Pelo menos é isto que eu penso.

Anónimo disse...

Lena, concordo com o Vitor, que ama o Senhor com todo o teu coração, alma, entendimento e forças inclui sondar as profundezes Dele (Provérbios 25:2). Vale muito olhar para trás e ver que Ele sempre tinha razão ("Quero confiar no Senhor . . . Eu lembro-me . . . " (Salmo 42).
Vitor, queria acrescentar que, ao contrario de crença popular, intimidades físicos enfraquecem alicerces relacionais porque são fugaz (fugeis?) e os alicerces relacionais devem ser eternos. E quanto ao #6: ". . . também na vida do homem, quer ele saiba quer não." Um abraço, Jordan

Lenita disse...

Vitor,
sem dúvida que devemos confiar que a vontade de Deus é o melhor para nós e que Ele deseja isso mesmo. O que referi foi um exemplo extremíssimo negativo em Deus tivesse "má vontade" ou "desinteresse" para comigo. Sabemos, pela Bíblia e experiência, que não é esse o caso.

Em última análise, ainda que durante uma vida inteira não consigamos encontrar uma explicação satisfatória, a fé leva-nos a confiar que há uma razão lógica na dimensão eterna! Olhando para o alvo!
Boa semana!

Anónimo disse...

Uma lista.

Fraco amor...