quinta-feira, dezembro 24, 2009

Jesus e Pai Natal

O Pai Natal é um história inventada...
Jesus é muito real...

Pai Natal mora no Polo Norte...
Jesus, em todo lugar.

Pai Natal anda num trenó...
Jesus voa no vento e anda sobre as águas.

Pai Natal vem somente uma vez ao ano.
Jesus está sempre presente.

Pai Natal enche nossas meias com presentes...
Jesus supre todas as nossas necessidades.

Pai Natal desce pela chaminé sem ser convidado...
Jesus fica na nossa porta, bate e entra em nosso coração.

Nós temos que esperar numa fila para ver Pai Natal...
Jesus já está próximo quando se menciona Seu nome.

Pai Natal nos deixa sentar no seu colo...
Jesus nos deixa descansar em Seus braços.

Pai Natal não sabe nosso nome, tudo o que ele pode dizer é:
"Olá garotinho ou garotinha, qual é o seu nome"?...
Jesus sabia nosso nome antes mesmo de nós o sabermos.
Ele sabe não só o nosso nome,
Ele conhece nossa história e futuro e ainda Conhece nosso coração e
quantos fios de cabelo temos em nossa cabeça.

Pai Natal tem uma barriga que balança como gelatina...
Jesus tem um coração cheio de amor, graças, misericórdia e perdão.

Tudo que Pai Natal pode oferecer é:"HO, HO, HO"...
Jesus diz: "Deixe que eu resolvo seus problemas".

Os ajudantes de Pai Natal fazem brinquedos...
Jesus faz vida nova, consola nosso coração aflito, repara lares destruídos e constrói esperanças.

Pai Natal pode fazer-nos um agrado mas...
Jesus nos dá alegria com Sua força.

Enquanto Pai Natal coloca presentes sob nossa árvore...
Jesus tornou-se nosso presente e morreu na cruz por todos nós.

É claro que não há comparações. Nós devemos lembrar "Quem é" o Natal, na verdade.

Devemos recolocar Cristo no Natal, Jesus ainda é a razão da comemoração.

Jesus é o melhor, Ele é melhor até mesmo que Pai Natal, que nem existe.

-Autor desconhecido

domingo, novembro 01, 2009

Mensagem para casais

Nos dias actuais, o que é mais importante transmitir aos noivos e casais convidados num dia de casamento?
Qual é a tua opinião?

sábado, outubro 24, 2009

Afinal...

Saramago reconhece excesso

ps-como não consegui ver o debate entendi mal o título da noticia da SIC. Afinal foram mais graves ainda as suas afirmações (as quais desconhecia) . Realmente só posso chegar à conclusão que este homem está com o seu coração cheio daquilo que acusa Deus de ser. Tenho pena deste senhor.

segunda-feira, outubro 19, 2009

José Saramago precisa de conhecer o verdadeiro Deus

Hoje podia-se ler e ouvir nas notícias o seguinte:
Os comentários do Prêmio Nobel de Literatura José Saramago ofenderam a igreja católica de Portugal. — A Bíblia é um catálogo de crueldade e do pior na natureza humana — disse no domingo Saramago, durante a apresentação de sua nova obra, Caim.
O frei Manuel Morujao, porta-voz da igreja católica portuguesa, respondeu que as declarações do autor de Ensaio sobre a cegueira eram "ofensivas'' (in Diário Catarinense)

Lamento duas coisas:
1) as opiniões do escritor nobel, as quais são habituais no mesmo, sempre que deseja promover as suas obras,
2) a falta de uma reacção formal também por parte da comunidade evangélica (pelo menos que seja conhecida).

De qualquer modo, continuo a crer que um dia este homem, mesmo que seja no seu leito de morte, venha a reconhecer quem Deus é verdadeiramente. Talvez recordando as palavras de um folheto evangelístico, que um dia tive a oportunidade de lhe dar na Universidade de Aveiro.
No entanto, e graças a Deus, é também notícia nestes dias a publicação da nova "Bíblia para todos". Que se continue a falar mais na Bíblia.

domingo, setembro 27, 2009

Partido Evangélico?

Será que valeria a pena, a comunidade evangélica trabalhar para que houvesse um partido evangélico no meio político nacional? O que achas?

quarta-feira, setembro 23, 2009

Stand by me

Músicos diversos tocam simultâneamente nos seus países de origem.
O que fazem as novas tecnologias!
Não deixem de ver.

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2539741

quinta-feira, setembro 17, 2009

A educação de Daniel e seus colegas

Estamos no ano 603 a.C. Quando começou a conquista de Judá pelo rei da Babilónia, este decidiu escolher os melhores entre os nobres para os levar cativos, reduzindo assim as hipóteses de uma revolta do povo conquistado. Reparem nos critérios de escolha:

"jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus." (Dan.1:4)

Mesmo sendo bastante jovens (com 13 anos, provavelmente) já possuiam todas aquelas qualidades ou pelo menos o potencial para as desenvolver.
Era assim nos tempos antigos!

quarta-feira, setembro 16, 2009

Aulas 2009/2010

Hoje irei começar efectivamente com as aulas deste novo ano lectivo. Espero um ano dificil mas ao mesmo tempo desafiante. É tempo de orarmos por cada um dos nossos alunos, e por nós, de modo a que deixemos uma marca positiva nas suas vidas.

terça-feira, setembro 01, 2009

FINALMENTE...

a trabalhar!

Pois, o descanso é bom, mas o trabalho é necessário.
Para todos os amigos e visitas, desejo um início de ano lectivo cheio de bençãos espirituais e materiais.

sexta-feira, junho 19, 2009

Fim das Aulas 08/09

Hoje terminaram as aulas. Apesar de ainda termos muito trabalho a fazer até meados de Julho, com reuniões de avaliação, exames, preparação do próximo ano lectivo, terminou a actividade lectiva, que este ano foi particularmente complicada.
Esperemos que o próximo ano lectivo seja mais positivo.

segunda-feira, junho 08, 2009

É só para avisar que ainda estou vivo, apesar da excessiva (e ineficaz) carga de trabalho imposta aos funcionários do Ministério da Educação. Mas uma pequena esperança nasceu ontem em Portugal! A grande esperança já nasceu há muito e chama-se Jesus Cristo!

terça-feira, maio 05, 2009

Concurso Literário Infantil

"A Letras d'Ouro, editores, organiza o seu primeiro Concurso Literário Nacional com o propósito de prosseguir com a sua visão de promover os melhores textos de conteúdo cristão, de autores nacionais. A nossa proposta é simples, a criação de um texto em formato de conto infantil, cujo 1º prémio é a publicação em livro. Julgamos que, com esta iniciativa, certamente surgirão novos talentos e que o panorama literário cristão ficará, com certeza, mais rico."
_______________________
Para mais informações, contactar:
Letras d'Ouro, editores 914 847 055

quinta-feira, abril 16, 2009

Porque a vida vale a pena

*Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 - Lisboa, 30 de novembro de1935)*

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas ese tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrarum oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo."
- Fernando Pessoa -

sexta-feira, abril 10, 2009

O Evangelho verdadeiro, puro e simples!

"Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais ainda vive* a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro apareceu também a mim, como a um nascido fora do tempo."

-Apóstolo Paulo, - 1ª Coríntios 15:3-8

* no tempo de Paulo

quarta-feira, abril 01, 2009

O Estatuto do Aluno só atrapalha!

Estive a ler http://educar.wordpress.com/2009/04/01/desmentido/ em especial os comentários e confirma-se aquilo que seria de esperar: com um estatuto tão confuso não é de estranhar que cada Escola adopte procedimentos diferentes.

Divulgou-se que este estatuto fez diminuir o número de faltas dos alunos. Não foi essa a realidade que eu constatei.

Haja bom senso! E urgentemente, para revogar este estatuto!

sexta-feira, março 27, 2009

O cristão e a política

Pela não reacção ao post anterior bem como a não resposta aos diversos emails que enviei a amigos cristãos, julgo que o cristão não se envolve com a política!
Será que é também por isso que ela está como está?

domingo, março 22, 2009

Novas Opções Políticas

Estamos num momento crucial da história política portuguesa em que, mais do que nunca, se sente um desejo de mudança.

A Bíblia, regra de fé e prática para os cristãos, aconselha a "que se ore, que se suplique e que se agradeça a Deus, intercedendo em favor de toda a gente, sem esquecer os que governam e estão investidos de autoridade, a fim de que possamos viver em paz e sossego, conformando a nossa conduta com a vontade de Deus, com honestidade." ( O Livro, 1ª Timóteo 2:1,2)

Estar numa posição de governo de uma nação não é uma tarefa fácil, para a qual os líderes devem procurar buscar a orientação e dependência de Deus. Não sei se os nossos governantes e líderes políticos actuais o têm feito, mas parece-me que não, a ver pelas suas atitudes e ética política.

De qualquer modo, é tempo de começarmos a orar pelos futuros governantes do nosso país bem como por todos nós portugueses, que os temos de escolher.

As diferentes opções políticas parlamentares são já bem conhecidas de todos. Menos conhecidas são as novas opções que têm surgido recentemente e que certamente merecem a nossa atenção, na medida em que procuram uma renovação dos ares políticos que nos envolvem, segundo uma perspectiva equilibrada e de acordo com valores éticos fundamentais.

Recomendo que se informem sobre:
MMS - Movimento Mérito e Sociedade: http://www.mudarportugal.pt/
MEP - Movimento Esperança Portugal: http://www.mep.pt/

Vale a pena ler os seus compromissos, o código de ética e quem sabe, também participar com ideias e preocupações que todos temos como cidadãos deste país, nomeadamente nas áreas com as quais estamos mais ligados ou em assuntos que julgamos serem essenciais virem a ser tratados. Como cristãos, mais do que nunca temos de participar activamente no futuro do nosso país.

Fraternos Abraços democráticos!

sexta-feira, março 20, 2009

quarta-feira, março 18, 2009

E quando nos faltam as forças?

Nb. - Neste vídeo não se percebe mas a força deste homem resulta da sua relação e fé em Deus.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Sobre o impacto na vida dos alunos...

"Quando eles se vão, carregam um pedaço de si (o professor) com eles. Eles sentirão a sua falta e nunca se esquecerão do momento em que lhes disse:
Estou muito orgulhoso de vocês!


O trabalho mais importante de um professor é fazer uma declaração afirmativa sobre cada aluno, tranzendo-o para fora da sua concha, e acreditanto em sua habilidade de ser bem sucedido da maneira que Deus acredita que ele possa ser."

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

A real vida de professor

"Ah, Os professores têm uma grande vida! Férias no Natal, no Carnaval, na Páscoa, no Verão... Era uma vida assim que gostava de ter!"

Não sei se ainda há quem pense assim. Provavelmente.
Mas a realidade é outra.
Se os professores têm interrupções lectivas há um propósito para tal.
Será que conseguem imaginar o desgaste mental e emocional que existe actualmente na maioria das aulas do ensino básico e secundário? Será que conseguem perceber que é preciso descanso suficiente para estar em condições de enfrentar todas as exigências que constantemente surgem com os alunos actuais e as suas necessidades educativas? Será que fazem ideia do trabalho e do desgaste que dá ser Director de Turma nos tempos actuais?

No entanto, cada vez mais, aquele que deveria ser o justo "descanso do guerreiro" para recuperar energias e se preparar para o período lectivo seguinte, transformou-se num tempo para realização de tarefas burocráticas que por vezes muito pouca influência tem na melhoria da vida escolar.
No meu caso concreto, estou a participar na equipa que tem de refazer o Regulamento Interno da Escola. Para além de trabalharmos no incoerente e desajustado Estatuto do Aluno, temos de trabalhar no processo de escolha do Director, o qual, como é explicito no DL Lei 75/2008, é um órgão! Imaginam voltarmos ao tempo em que uma única pessoa é um órgão?!!

É nisto tudo que temos de gastar o nosso precioso tempo, supostamente de interrupção lectiva!
Infelizmente não são somente os professores a terem vidas, quase miseráveis, se não fosse a sua capacidade extra de suportarem aquilo que por vezes é insuportável. Muitas mais profissões estão a passar pelo mesmo drama.
Quanto a mim, quem me dá forças é Alguém que é soberano sobre tudo e sobre todos!

Para os interessados, poderão ler mais sobre a futura gestão escolar em: http://educar.wordpress.com/2009/02/23/gestao-escolar-perguntas-e-respostas/

domingo, fevereiro 08, 2009

domingo, fevereiro 01, 2009

Ilhas com políticas diferentes do continente

A notícia da suspensão da avaliação de desempenho pelo governo socialista dos Açores foi dada no telejornal açoriano de 17 de Janeiro mas no CONTINENTE a notícia, se foi dada, passou despercebida à população.
Felizmente que existe a internet que nos permite saber estas notícias. Mas infelizmente, a população portuguesa continua mal esclarecida e por vezes apoia algo que até mesmo o metade do Parlamento já chegou à conclusão de que não é o caminho certo a seguir.

Não seria possível fazer uma reforma que fosse aceite por uma maioria mais significativa dos nossos representantes em vez de apenas por aqueles que, estando no poder, não sabem ouvir a voz do bom senso e da razão?

Aqui pode ver o telejornal açoriano onde foi divulgada a suspensão da avaliação.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Em reflexão

Só para confirmar que greve foi apenas naquele dia!
Nesta fase estamos com trabalho, e muito, bem como a reflectir sobre o que é correcto e justo fazer-se em todo este contexto educativo, que cada vez mais é uma carga pesada demais para levar.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Em Greve porque...

Os professores, vivamente preocupados com a instabilidade que se vive nas nossas escolas, cientes da inquietação e incerteza que esta situação provoca nas famílias, gostariam de afirmar de forma peremptória e inequívoca que:

1. Em nenhuma circunstância, os professores esquecerão que o seu primeiro e irrevogável compromisso é para com os alunos e, como tal, o seu dever de ensinar com competência será cumprido contra todas as adversidades.

2. A tensão que se vive nas escolas é devida à introdução, em simultâneo, de um conjunto profundo de alterações legislativas, emitidas pelo Ministério da Educação (M.E.), que vêm mudar, para pior, a face da escola pública portuguesa e, no limite, condenar a sua própria existência. Todas estas alterações foram introduzidas sem uma verdadeira negociação com os agentes dessas modificações, tornando-as assim questionáveis no plano democrático e, na prática, de difícil ou impossível aplicação. Os remendos, os sucessivos retoques legislativos, apressadamente levados a cabo pelo M. E., são prova da sua manifesta e não assumida incongruência. Veja-se, a título de exemplo, o que se passou com a Lei da Gestão e Administração Escolar, com o Decreto Regulamentar da Avaliação de Desempenho dos Professores e mesmo com o Lei que define o Estatuto do Aluno.

3. Sabemos que uma correcta e isenta informação é um elemento fundamental para a construção de uma verdadeira cidadania e é isso que, a cada dia, procuramos fornecer aos vossos filhos e educandos; não pretendemos a vossa compreensão e apoio só porque somos os seus professores: estamos certos de que, se houver informação isenta, fica clara a justeza da nossa posição.

4. Além de professores, também somos Pais e Encarregados de Educação. Também por isso, estamos disponíveis para colaborar em todas as reformas necessárias na escola portuguesa, estamos dispostos a mudar o que urge mudar e pedimos muito pouco em troca: que nos respeitem, que nos oiçam verdadeiramente e percebam que a nossa dignidade é inegociável.

Os Professores

sábado, janeiro 17, 2009

Por: Lídia Jorge - Público - 2009.01.09

1. Ficarão por muito tempo célebres os braços-de-ferro que Margaret Thatcher manteve com os sindicatos do Reino Unido, como conseguiu vencê-los, e como à medida que os humilhava, mais ia ganhando o eleitorado do seu país. Na altura a primeira-ministra britânica era a voz da modernidade liberal, criou discípulos por toda parte, e ainda hoje, apesar do negrume da sua era, há quem se refira à sua coragem como protótipo da determinação governativa. Mas neste diferendo que opõe professores e Governo, está enganado quem associa o seu perfil ao de Maria de Lurdes Rodrigues. Se alguma associação deve ser feita - e só no plano da determinação -, é bom que o faça directamente com a pessoa do primeiro-ministro.De facto, a equipa deste Ministério da Educação tem-se mantido coesa, iniciou reformas aguardadas há décadas, soube transferir para o plano da realidade as mudanças que em António Guterres foram enunciadas como paixão, conseguiu que o país discutisse a instrução como assunto de primeira grandeza, fez habitar as escolas a tempo inteiro, fez ver aos professores que o magistério não era mais uma profissão de part-time, arrancou crianças de espaços pedagógicos inóspitos, e muitos de nós pensámos que a escola portuguesa ia partir na direcção certa. Quando José Sócrates saía com todos os ministros para a rua, nos inícios dos anos lectivos, via-se nesse gesto uma determinação reformista que augurava um caminho de rigor. Não admira que o primeiro-ministro várias vezes tenha falado do óbvio - que era necessário determinar quem eram, na escola portuguesa, os professores de excelência. Era preciso identificá-los, promovê-los, responsabilizá-los, outorgar-lhes credenciais de liderança. Era fundamental que se procedesse à sua escolha. Mas a sua equipa legislou sobre o assunto e infelizmente errou.

2. Errou ao criar, de um momento para o outro, duas categorias distintas, quando a escola portuguesa não se encontrava preparada para uma diferenciação dual. A escola portuguesa tinha o defeito de não diferenciar, mas tinha a virtude de cooperar. O prestígio do professor junto dos alunos e dos colegas não era contabilizado, mas era a medida da sua avaliação. Pode dizer-se que era uma escola artesanal que necessitava de uma outra sofisticação. Mas, para se proceder a essa modificação com êxito, era preciso compreender os mecanismos que a sustentavam há décadas, e tomar cuidado em não humilhar uma classe deprimida, a sofrer dia a dia o efeito de uma erosão educacional que se faz sentir à escala global. Só que em vez da aplicação cuidadosa e gradual de um processo de mudança, a equipa do Ministério da Educação resolveu criar um quadro de professores titulares, a esmo, à força e à pressa. No afã de encontrar a excelência, em vez de se aplicar critérios de escolha pedagógica e científica, aplicaram-se critérios administrativos, de tal modo aleatórios que deixaram de fora grande percentagem de professores excelentes, muitas vezes os responsáveis directos pelo êxito pedagógico das escolas.O alvoroço que essa busca de um quadro de excelência criou está longe de ser descrito devidamente. Basta visitar algumas escolas para se perceber como a titularidade está distribuída a professores bons, excelentes, mas também a maus e muito maus, e foi negada a professores competentes. Isto é, criou-se um esquema que não premiou nada, porque baralhou tudo. Os erros foram detectados por muita gente de boa fé, em devido tempo, mas o processo avançou, a justiça não foi reposta, nem sequer a nível da retórica política. Pelo contrário, aquilo que a razão mostrava à evidência foi sendo desmentido, adiado, ridicularizado, ou desviado para o campo da luta sindical dita de inspiração comunista.

3. O segundo instrumento ao serviço da excelência não teve melhor sorte. Era preciso inaugurar nas escolas uma cultura de responsabilidade que até agora fora relegada para determinismos de vária ordem, menos os estritamente pedagógicos, o que era um vício da escola portuguesa, pelo menos até à publicação dos rankings. Mas aí, de novo, a equipa do Ministério da Educação funcionou mal. Se os campos de avaliação do desempenho dos professores estão mais ou menos fixados, e começam a ser universais, os parâmetros em questão foram pensados por mentes burocráticas sem sentido da realidade, na pior deturpação que se pode imaginar em discípulos de Benjamin Bloom, porque um sistema que transforma cada profissional num polícia de todos os seus gestos, e dos gestos de todos os outros, instaura dentro de cada pessoa um huis clos infernal de olhares paralisantes. Ninguém melhor do que os professores sabe como a avaliação é um logro sempre que a subjectividade se transforma em numerologia. Claro que não está em causa a tentativa de quantificação, está em causa um método totalitário que se transforma num processo autofágico da actividade escolar. Aliás, só a partir da divulgação das célebres grelhas é que toda a gente passou a entender a razão da pressa na criação dos professores titulares - eles estavam destinados a ser os pilares dessa estrutura burocrática de que seriam os pivots. Isto é, quando menos se esperava, e menos falta fazia, estavam lançadas as bases para uma nova desordem na escola portuguesa. Como ultrapassá-la?

4. Não restam muitos caminhos. Ultimamente, almas de boa fé falam de cedência de parte a parte. Negociação, bondade, comissões de sábios. A questão é que não há, neste campo, nenhuma justiça salomónica a aplicar. O objecto em causa não é negociável. Tendo em conta uma erosão à vista, só a Maria de Lurdes Rodrigues, que sabe que foi longe de mais, competiria dizer "Não matem a criança, prefiro que a dêem inteira à outra", mas já se percebeu que não o vai fazer. Obcecada pela sua missão, que começou tão bem e está terminando mal, quererá ir até ao fim, mesmo que do papel dos mil quesitos que alguém engendrou para si só reste um farrapo. É pena. Depois de ter tido a capacidade de pôr em marcha uma mudança estrutural indispensável para a modernização do ensino, acabou por não ser capaz de ultrapassar o desprezo que desde o início mostrava ter em relação aos professores. E, no entanto, numa política de rosto humano, seria justo voltar atrás, reparar os estragos, admitir o erro sem perder a face. Ou simplesmente passar o mandato a outros que possam reiniciar um novo processo.De facto, em Portugal existem vários vícios na ascensão ao poder. Um deles consiste em não se saber entrar no poder. Pessoas sem perfil técnico, ou humano, aceitam desempenhar cargos para os quais não foram talhados. Parece que toda a gente gosta de um dia dizer ao telefone, no telejornal, "Papá, sou ministro!", com o resultado que se conhece. Outro é não se saber sair do poder. Houve um tempo em que Mário Soares ensinou ao país como os políticos saem no tempo certo, para retomarem, quando voltam a ser úteis. Os grandes políticos conhecem a lei do pousio. E o objecto da disputa deve ser sempre mais alto do que a própria disputa. É por isso estranho e desmedido o que está a acontecer.

5. José Sócrates deverá estar a pensar que pode ter pela frente um golpe de sorte - Margaret Thatcher teve a guerra das Falklands - e até pode vir a ter uma maioria absoluta outra vez. Aliás, pelo que se ouve e vê, a frase da ministra da Educação "Perco os professores mas ganho o país", cria efeitos de grande admiração junto duma população ansiosa por ver braços-de-ferro no ar, sobretudo se eles vierem do corpo de uma mulher. Não falta quem faça declarações de admiração à sua coragem, como se a coragem prescindisse da razoabilidade. E até é bem possível que a Plataforma Sindical um dia destes saia sorridente da 5 de Outubro com um acordo qualquer debaixo do braço, como já aconteceu. Mas a verdade é que, a insistir-se neste plano, despropositado, está-se a fomentar uma cadeia de injustiças e inoperâncias que só a alternância democrática poderá apagar. Se José Sócrates pediu boas soluções e lhe ofereceram estas, foi enganado, e deveria repensar nos seus contratos. Mas se ele mesmo acredita neste processo kafkiano, é uma desilusão, sobretudo para os que confiaram na sua capacidade de ajudar o país a mudar. Neste momento, entre nós, a educação tornou-se uma fábula.