sexta-feira, dezembro 23, 2005

Natal de Aslan

Quem viu o recente filme "As Crónicas de Nárnia" e que conhece um pouco da mensagem bíblica, certamente se apercebeu da estreita relação entre "Aslan" e a pessoa de Jesus.
Uma das cenas que mais me "tocou" foi o encontro de Aslan com o jovem Edmund depois deste ter agido erradamente. Não ouvi nada da conversa entre ambos mas relembrei os "meus encontros" com Jesus em situações semelhantes e pude imaginar as Suas palavras de exortação mas ao mesmo tempo de perdão e encorajamento quanto ao futuro.
"Eis aqui o vosso irmão." Disse Aslan. "E não é preciso falar com ele acerca do passado."
E o Natal é isto! O Natal é poder nascer e começar de novo!

Feliz Natal!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Recebe-se a Vida Verdadeira

O Caminho de Cristo é o melhor porque...

* é o único que nos pode preencher,
* nos leva a uma eternidade com o Pai,
* nos dá a vitória, mesmo perante tribulações,
* garante a redenção da alma e do corpo,
* devolve a paz outrora perdida,
* não é um caminho de homens (imperfeito) mas de Deus (perfeito),
* Ele nos ama e quer o melhor para nós.

Estas foram algumas das respostas dadas por quem está nesse Caminho. Testemunhos vivos. Obrigado por eles.
Jesus também respondeu a esta pergunta dizendo:
"Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira." (Mr. 8:35 - NTLH)

Seguir o Caminho de Cristo é o melhor porque se recebe a Vida Verdadeira!

Penso que é uma excelente motivação para seguir o Seu Caminho. A questão seguinte a reflectir é se já estou presentemente a experimentar essa Vida Verdadeira que Jesus me prometeu!?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

E o melhor caminho é...

Com tantos a apresentar caminhos de vida, uns mais fáceis do que outros, de acordo com as suas verdades, Cristo apresentou-nos O Caminho que Ele deseja que sigamos. Segundo O Evangelho de Marcos 8:34 o Caminho de Cristo:

1. É Voluntário ("Se alguém quer vir...")
2. É Orientado por Ele ("após mim...")
3. Requer Renúncia pessoal ("a si mesmo se negue...")
4. Requer Identificação com Ele ("tome a sua cruz...")
5. É Activo ("e siga-me.")

Não me quero reter na explicação de cada um dos aspectos deste caminho, mas apenas pensar se ele é realmente O melhor caminho a seguir e porquê. Talvez, nós cristãos, digamos facilmente demais que é o melhor mas sem sabermos justificar adequadamente essa afirmação, ou por palavras ou por acções. Por isso gostaria que pudéssemos reflectir em conjunto:
O caminho de Cristo é o melhor? Porquê?

ps-seria aconselhável a leitura de Marcos 8:27-38

quarta-feira, dezembro 07, 2005

"Entra no teu quarto..."

Li um artigo muito interessante de Rubem Amorese sobre a superficialidade do homem moderno. "Entra no teu quarto..."
Nele, o autor refere a importância do homem conversar com a sua própria alma mas incluindo a Deus nessa conversa, ao contrário de muitas práticas de meditação actuais. Foi isso que Jesus sugeriu quando ensinou:
"Tu porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás ao Teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto te recompensará." (Mat.6:6)

E não é tão fácil, nos dias actuais, separarmos tempo para tudo (até mesmo para escrever num blog), e não para nos encontrarmos sózinhos com o nosso Pai?

sábado, dezembro 03, 2005

Não Queimes Pontes

Uma das frases sobre o perdão que mais me toca encontrei-a no livro de Josh McDowell, "Aprendendo a Amar."
Dizia:"perdoar é retirar as queixas contra quem o magoou e esquecer as consequências emocionais daquela mágoa... Quando me recuso a perdoar, estou a queimar uma ponte que um dia precisarei de atravessar."

"Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou." Efésios 4:32

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Há Razões para esperar

Durante o namoro, com a minha actual esposa, decidimos fazer uma lista de razões para ter relações sexuais apenas no casamento. Em qualquer namoro, mesmo tendo a convicção de que a abstinência sexual é fundamental, surgem momentos em que essa convicção é posta à prova devido à normal atracção sexual entre ambos. É sábio da parte de ambos tomar medidas concretas para cumprir essa convicção, evitando demasiadas situações de prova. Ter bem presente as razões abaixo indicadas (e outras) é apenas uma dessas medidas.

1. Qualquer nível de intimidade elevada com uma pessoa que poderá não ser seu cônjuge é uma intimidade roubada a um futuro casamento.

2. O relacionamento sexual só deverá existir quando houver sido estabelecido um compromisso formal diante da sociedade e de Deus porque reforça a fidelidade entre ambos e quando existirem bases emocionais suficientemente fortes para tal intimidade.

3. Relações sexuais antes do casamento:
- tendem a levar à falta de confiança um no outro e a possíveis relações extra-conjugais (se fez antes, porque não fazer depois?)
- podem causar perda de respeito por parte da pessoa em relação a si mesma e ao parceiro sexual
- podem reforçar a imaturidade – as pessoas querem o prazer do sexo sem quaisquer responsabilidades.

4. Ao ter relações sexuais apenas no casamento, não se fazem comparações com outras experiências sexuais anteriores.

5. Para quem crê em Deus, ter relações sexuais apenas no casamento é a Sua vontade, revelada na Bíblia. (ver Heb.13:4; I Tess.4:3-7; I Cor.6:12-20; 7:1-5; Col.3:5).

6. A gravidez é sempre um resultado possível do sexo, seja “seguro” ou não, e uma gravidez indesejada deixa marcas profundas na vida da mãe, e muitas vezes do bebé também.

7. Só há uma primeira vez.

Acerca das relações sexuais - Sondagem

Escrevi acerca das relações sexuais porque é um tema sem dúvida importante para a vida e felicidade das pessoas. Quanto à sondagem efectuada, os resultados indicaram que a grande maioria concorda que as relações sexuais devem ser exclusivas do casamento. No entanto, como a maioria dos leitores do "Exegeses e Homilias" é cristã, temos de entender esta sondagem nesse contexto e simultâneamente elogiá-la pela defesa deste valor dentro numa sociedade que não o defende de modo algum.
Os comentários efectuados foram bastante elucidativos da sub-cultura já existente dentros das Igrejas. Obrigado pela contribuição para a discussão. Incentivo a lê-los, a quem ainda não o fez.

domingo, novembro 27, 2005

O salário do pecado

"Porque o salário do pecado é a morte mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." - Rom.6:23

Acho que sempre tendia a olhar para as palavras "o salário do pecado é a morte" como aplicadas somente para a vida antes da conversão a Cristo. Hoje, olhei para elas, também dirigidas a mim, como cristão. Percebi que, de cada vez que deixo o pecado ter domínio sobre mim, também "sinto o cheiro da morte" em vez experimentar o sabor da Vida.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Acerca das relações sexuais

Especialmente nas sub-culturas evangélicas norte-americana e brasileira, está a ser normal, tolerada e, em alguns casos, considerada bíblica a prática de relações sexuais antes do casamento entre casais de namorados assumidamente cristãos. Sabemos que somos influenciados por essas sub-culturas. A Bíblia apresenta alguns conselhos e exortações sobre o assunto. Psicólogos e conselheiros matrimoniais também têm as suas posições e conselhos. Qual é a sua opinião? Se estiverem à vontade para o fazer, escrevam comentários ou então participem simplesmente na Sondagem.

ps-com o termo sub-cultura pretendo referir-me a grupos dentro das comunidades/culturas cristãs que começam a pensar e a viver do modo descrito. Não me quis referir às igrejas em si e ao ensino que proclamam.

domingo, novembro 20, 2005

Quem vês?

"Só sei uma maneira de responder à pergunta Será que Deus se importa? - e para mim tem sido decisiva: Jesus é a resposta. Jesus nunca tentou uma resposta filosófica ao problema da dor, mas deu uma resposta existencial. Mesmo que não aprenda com Ele por que um mal específico ocorre, posso saber como Deus se sente a respeito disso. Jesus dá um rosto a Deus, e esse rosto está molhado com lágrimas"
Philip Yancey
"A Bíblia que Jesus lia", pg.200

quinta-feira, novembro 17, 2005

Amar ou Odiar a Vida?

Jesus fez diversas afirmações que deixavam os seus ouvintes atónitos. Por exemplo: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25).
Compreendemos muito bem o significado actual das palavras amar e odiar. Usando esse significado neste verso poderíamos pensar que Jesus está a dizer-nos para odiarmos a nossa vida em vez de a amarmos. E realmente não seria difícil encontrarmos aspectos a odiar nas nossas vidas. “Odiar” um patrão ou um ministro injusto, “odiar” as pessoas que nos maltratam, “odiar” os desentendimentos nos relacionamentos, “odiar” os nossos alunos/professores, “odiar” até mesmo as doenças que nos afligem ou “odiar” o facto de não termos emprego que temos ou que desejamos. Mas seria esta a aplicação que Jesus queria que fizéssemos das suas palavras?
Realmente não é o significado actual de amar e odiar que devemos utilizar mas sim outro. Algumas versões bíblicas usam o termo “aborrecer ou desprezar” em vez de “odiar”. Mas, para entendermos o que Jesus queria dizer, devemos pensar na história de Jacó com as suas mulheres, do qual se diz que amava Raquel muito mais do que a Leia e logo a seguir diz: “Viu pois o Senhor que Leia era desprezada/aborrecida…” que literalmente queria dizer “odiada” (Gén.28:30,31). Na compreensão hebraica, amar uma pessoa e odiar outra significava amar uma mais do que a outra (STEIN, 1999). Portanto quando Jesus fez aquela afirmação, ele estava a dizer aos seus discípulos para amarem menos a sua vida neste mundo. Jesus estava a dizer-lhes para não considerarem a sua vida neste mundo mais importante do que a vida que Ele lhes queria dar.
Deste modo, as palavras de Jesus não significam que nós, hoje, devemos odiar a vida que temos (com todos as bênçãos e dificuldades) mas sim que devemos amar menos esta vida (com todos as bênçãos e dificuldades), considerando-a menos importante, do que o nosso relacionamento e o nosso compromisso com as palavras de Cristo!
Estão a ver as implicações desta ideia?

sábado, novembro 12, 2005

O Novo Evangelho!

A mega-procissão da “Senhora de Fátima” realizou-se hoje em Lisboa e teve um destaque absoluto do serviço público de televisão com a sua “maior operação mediática”. Na reportagem feita, de vez em quando, ouviu-se um bispo católico a referir que a “Nossa Senhora de Fátima” aponta para Cristo, como que procurando alertar para a Verdade. No entanto, em termos práticos, a Igreja Católica e o povo pensam de modo diferente. Até mesmo o Prof. Marcelo R. de Sousa referiu que “Fátima é a medianeira para Deus.
No início da procissão foi lido o texto bíblico: “Eu Sou a luz do mundo…”, referido a CRISTO, mas a convicção do povo católico é que a luz é a Senhora de Fátima. Dom José Policarpo reza dizendo: “Que nós mereçamos chegar à Glória de Deus…” e como se fosse possível, faz depositar essa fé na Senhora de Fátima.
O congresso Nova Evangelização teve como tema: “Cristo Vivo” mas é a estátua da Senhora de Fátima que simboliza isso! Um comentador referiu a Senhora de Fátima como a mãe que harmoniza o Deus Pai e o Filho Jesus Cristo. Acerca do congresso da “Nova-Evangelização”, uma repórter referiu-se a ele como anunciando um “novo evangelho”.
Mesmo que se diga que o congresso tratou do tema de como anunciar Cristo às pessoas, este acontecimento (e o povo português, na sua maioria), exalta e venera a Maria, senhora de Fátima, de quem se disse: “porta do céu”, “estrela da manhã”, “rainha concebida sem pecado original”, “rainha da paz”!
Mais do que relevar para segundo plano a pessoa de JESUS CRISTO, este acontecimento claramente explana um novo evangelho, no qual a Senhora de Fátima recebe os atributos de Jesus Cristo e o seu papel de mediador entre Deus e os homens.
Esta nova evangelização é realmente um novo-evangelho e não o Verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo! Só não percebe e aceita esta ideia quem não conhece ou quem deturpa a Verdade revelada na Bíblia que diz:
“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, CRISTO JESUS, homem.” 1ª Tim. 2:5. “…O Filho de Deus é vindo e nos tem dado conhecimento para reconhecermos o verdadeiro…Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” - 1ª João 5:20. “…se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.”-Gál.1:9.
Acredito que há pessoas a crer em Cristo no seio da Igreja Católica e que certamente estão desejosas que se pregue o verdadeiro e único Evangelho. Mas pelo que se viu hoje, a tendência na Igreja Católica Romana não será essa mas sim a de continuar a fomentar os interesses daqueles que querem fazer de Maria e da Senhora de Fátima uma…deusa! Até a própria Maria nunca pensou que isso algum dia acontecesse.
Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador…” - Lucas 1:46

quinta-feira, novembro 10, 2005

Oração, Submissão ou Greve?

A classe docente foi convocada para fazer greve. Pela primeira vez, penso na real possibilidade de seguir este apelo. Concordo que há mudanças drásticas a fazer no ensino público nacional mas as que estão a ser tomadas no ensino básico, no meu entender, revelam alguma falta de conhecimento da realidade escolar e alguma falta de bom senso e sabedoria na sua aplicação, as quais apenas estão a contribuir para desmotivar ainda mais os professores.
É interessante notarmos que o apóstolo Paulo, preso algumas vezes devido ao domínio político de Roma, tenha escrito a Timóteo para que se orasse e suplicasse pelas pessoas investidas de autoridade e a Tito exortou para que os seus leitores fossem submissos aos governos e autoridades (ver I Tim.2:1,2; Tito 3:1,2).
Hoje decidi orar pela Ministra da Educação e pelos seus Secretários de Estado. Acho que precisam muito de sabedoria para tomarem as medidas adequadas e, como cristão, devo fazê-lo. Mas quanto às atitudes tomadas até aqui, devo submeter-me e obedecer sem qualquer contestação ou será que como cristão também posso e devo fazer greve de modo a alertar para o que está mal?

domingo, novembro 06, 2005

Os Salmos que Jesus Lia

Antes de o terminar de ler, tinha colocado "A Bíblia que Jesus lia" de Philip Yancey na prateleira. Não sei qual a razão. Mas ao ouvir um boa recomendação acerca dele voltei a tirá-lo para reiniciar a sua leitura.
Como sabemos, nos tempos de Jesus, as Escrituras Sagradas eram compostas basicamente pelos livros que hoje fazem parte do Velho Testamento. Os livros da Lei, o livro de Jó, os Salmos, Eclesiastes e os Profetas faziam parte das leituras preferidas de Jesus (e dos díscípulos) e daí as suas constantes referências no Novo Testamento.
Ao ler o que Yancey escreveu sobre os Salmos fiquei também a perceber melhor o porquê deles serem tão preferidos pelos cristãos. "Os Salmos oferecem um modelo de terapia espiritual" no sentido em que expressam toda a sorte de emoções e de atitudes do seu humano (de vitória e derrota, de louvor e angústia) e ao mesmo tempo conseguem colocar Deus no centro de tudo. "Davi e os outros poetas conseguem fazer de Deus o centro gravitacional da vida deles, de maneira que tudo estava relacionado a Deus." (pg.128).
É este um bom propósito para a vida não é?!
Efectivamente. E especialmente em momentos de sofrimento, injustiça, de doença grave ou mesmo de morte nenhum outro alívio podemos encontrar senão na abertura que temos por parte de Deus de lhe dizer tudo o que precisa sair de dentro do nosso coração!

ps-as nossas orações a Deus vão para os nossos irmãos que estes dias passados perderam um ente querido.

sexta-feira, novembro 04, 2005

EU SOU...

... o Caminho, e a Verdade e a Vida;
ninguém vem ao Pai senão por mim.
João 14:6

p.s. - Não sei se foi propositadamente ou não, em sequência dos anteriores dias religiososos, mas foi transmitido, num canal via cabo, na noite de ontem o filme: "A Paixão de Cristo". Para além de ser difícil vê-lo sem sentir profundamente o que Cristo sofreu, o mais significativo é a mensagem clara e simples que é transmitida acerca de quem Jesus foi (e é) e o que Ele fez por mim e por ti.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Santos e Finados

Hoje recebi um sms a dizer: "O missionário Edi FLores será executado hoje em Timor. Orem..."
Diversos cristãos receberam a mesma mensagem mas ninguém sabia muitos mais pormenores e portanto não posso desenvolver ou confirmar esta informação. No entanto relacionei-a com o facto do dia de ontem ser chamado o "Dia de Todos os Santos" e que originalmente procurava relembrar os santos e mártires do cristianismo. Não tenho nada a contestar sobre isso desde que bem praticado. No entanto o mesmo não poderei dizer do chamado "Dia dos Finados" ou "Dia dos Defuntos", oficialmente no dia posterior ao "Dia de Todos os Santos" mas na prática a ser obedecido no mesmo dia por conveniência do feriado.
Segundo a Wikipédia, no dia dos Finados "muitos fiéis costumam visitar os cemitérios para rezar e venerar a memória daqueles que já partiram. O sentimento de saudade é inevitável... eis a grande esperança celebrada no dia de finados: Que os falecidos já tenham encontrado a vida verdadeira junto de Deus. Enquanto não chega a hora do reencontro, somos capazes de estar em comunhão com os falecidos estando em comunhão com Cristo."
Talvez para alguns fiéis o sentimento seja este, no entanto o problema mais grave deste dia é que transmite a mensagem de que os vivos (com as suas rezas e dedicação) podem determinar ou influenciar o destino eterno dos falecidos. Esta mensagem de facto está a enganar as pessoas porque o que a Bíblia afirma é que o destino eterno é decidido em vida, por cada pessoa individualmente e não depois da morte. "Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, tem a vida eterna." (João 6:47 e muitos outros textos)
Deste modo, devemos esclarecer o povo. Quanto à suposta execução, se Deus permitir que aquele cristão seja executado, ele passará a viver junto de Deus, não por ter sido mártir mas sim porque creu em Cristo, crença esta que conformou a sua vida à de Cristo!

terça-feira, novembro 01, 2005

Dia de Todos os Santos e Dia dos Finados!

É feriado. Para além de se recordar o terremoto de 1755, ocorrido em Lisboa há 250 anos atrás, em termos religiosos católicos, celebra-se o Dia de Todos os Santos. Amanhã, comemora-se o Dia dos finados. Afinal, o que significam estes dias para os milhares de portugueses que os respeitam e qual a sua relação com a mensagem da Bíblia?

domingo, outubro 30, 2005

Qualidades, precisam-se!

Dois textos bíblicos, I Timóteo 3:1-7 e Tito 1:6-9 apresentam as qualidades que os responsáveis (pastores, presbíteros ou anciãos) devem ter na liderança das Igrejas locais.
É interessante sabermos que, no início da era cristã, algumas destas qualidades eram também examinadas para ver se uma pessoa era conveniente para cargos públicos. Alguns países, actualmente e de forma sábia, ainda seguem prática semelhante.
Ao nível público do nosso país, muito pouco valor é dado, por exemplo, a procurar ser irrepreensível, a ter boa reputação, a ser dedicado e justo, a não ser orgulhoso nem a ter mau temperamento. (Basta recordarmos alguns resultados das últimas eleições!).
E ao nível cristão, como são escolhidos aqueles que têm responsabilidades de liderar as Igrejas locais? Basta declarar que se recebeu uma chamada divina para o ministério, ou continuam a ser examinadas as qualidades descritas de modo a ser pastor e líder?
Parece-me que aqueles que fazem parte das lideranças evangélicas já estabelecidas há décadas, precisam cada vez mais de saber identificar aqueles que têm o desejo de servir no ministério eclesiástico, examinando se possuem as qualidades necessárias ou o potencial para as desenvolver, motivando-os a obterem uma formação bíblico-teológica que os capacite para tal.
Creio nos dons do Espírito Santo mas creio também que é necessária sabedoria para colocar as pessoas certas nas funções certas, para as quais os seus dons e a sua formação integral (qualidades) são essenciais. Parece-me que era este o pensamento de Paulo com as suas instruções a Timóteo e a Tito.

quinta-feira, outubro 27, 2005

"Aquietai-vos...

Vivemos dias de muita agitação. Na política, em diversos sectores da nossa sociedade e, creio eu, também ao nível de cada pessoa individual. Neste último caso, julgo que a causa está em termos coisas a mais a consumir as nossas energias do que aquelas que conseguimos repor. Deste modo tendemos para a desordem, para o desequilíbrio, como uma Lei da Física nos ensina.
Citei, há dias, uma frase que reflecte o pedido de ter serenidade no meio de circunstâncias não alteráveis, ao mesmo tempo que pede coragem para mudar o que deve ser mudado e sabedoria para saber a diferença entre o que pode e não pode mudar.
Não sei qual a estratégia que cada pessoa usa de modo a encontrar essa serenidade tão necessária nos dias de hoje. Mas sei que há Alguém que é a Fonte dessa serenidade: Deus. É a Ele a quem devemos recorrer!

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus." - Salmos 46:10

ps.- para muitas pessoas, Deus está ausente do nosso mundo e este foi deixado à mercê do acaso. No entanto, creio que o futuro vai provar o contrário!

domingo, outubro 23, 2005

Gripe das Aves e Templo Cheio

Não costumo dar muita importância aos sonhos. Mas, a noite passada tive dois sonhos que me deixaram a reflectir. Num deles eu me defrontava pessoalmente com a pandemia da gripes das aves, a qual tinha chegado ao meio onde vivia. No outro via um espaço de culto, repleto de pessoas de todas as idades, onde não havia lugar para entrar mais ninguém, formando uma Igreja desejosa de louvar a Deus e de ouvir a Sua Palavra.
Reconheço que os sonhos podem estar directamente relacionados com preocupações ou imagens vistas no dia anterior e vistos separadamente podem ser interpretados assim. No entanto, como creio que Deus também se pode revelar por meio deles, fiquei a pensar na associação dos dois e perguntei a mim próprio:
Será necessário que surja uma pandemia mundial para as pessoas começarem realmente a buscar e a temer a Deus?

sábado, outubro 22, 2005

Serenidade

Uma excelente frase, repleta de sabedoria, para aplicar
em diversas situações da vida!

segunda-feira, outubro 17, 2005

Queixas e Julgamentos - até onde chegar?

"Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juíz está à porta." - Tiago 5:9

Acho que este, e os outros versos que transmitem a mesma ideia (Tg.4:11,12; Mat.7:11), são para mim dos versos mais difíceis de entender e aplicar correctamente. Em situações práticas, por exemplo, relacionadas com a falta de zelo ou desleixe, faço sempre as perguntas: Até onde posso chegar? O que devo fazer? Qual é o meu papel no meio destas situações, que considero erradas: ignorar (não me queixar, não julgar) ou enfrentar (também o julgamento dos outros e do Juíz)?

Eu tenho uma opinião mas será que querem partilhar as vossas ideias e práticas?

sexta-feira, outubro 14, 2005

Yom Kippur 5766

Este foi o título de um artigo do Público de hoje sobre o Yom Kippur, um dia importante para os judeus. Neste artigo é citado o rabi Arik Acherman que refere:
"Os dez dias anteriores são para reflectir sobre o que é a nossa vida colectiva e individual e para pedir perdão pelo mal que fizemos. O Yom Kippur é o dia do arrependimento. O Judaísmo não acredita no pecado original, mas sim que as pessoas são basicamente boas. O Yom Kippur é uma tentativa de regressar ao nosso eu verdadeiro e puro. As portas do arrependimento estão abertas a todos. O livro do perdão está aberto. E fecha-se quando o Kippur termina, encerrando o destino da pessoa para o resto do ano."

Não sei se todos os rabinos concordarão totalmente com esta interpretação do significado deste dia mas por ela se entende o porquê da rejeição de Jesus Cristo como o Messias. Se as pessoas são basicamente boas e se é suficiente assumir uma atitude de arrependimento neste dia que define o seu destino para o resto do ano, então porquê aceitar o sacrifício de Jesus Cristo como o único suficiente e capaz de definir o nosso destino?

A Bíblia responde:
"Porque todos pecaram e tendo perdido o direito de acesso à glória de Deus. E pela sua bondade, que não merecemos, nos declara inocentes da culpa, pela obra de Jesus Cristo, o qual nos liberta dos nossos pecados, sem nada pagarmos para beneficiar disso."
(Romanos 3:23,24, O Livro)

Esta é a maravilhosa graça de Deus!

terça-feira, outubro 11, 2005

A vantagem da "Teoria do Desenho Inteligente"

Fui assistir à palestra, promovida pela ASPEC, de Adauto J. B. Lourenço que é Mestre em Física, sobre a Teoria do Desenho Inteligente. Por vezes, fazem-se críticas a uma teoria sem conhecer realmente o que ela diz. No caso desta teoria é importante saber que ela afirma e como é estruturada. Vejamos, temos:
- Teoria do Desenho Inteligente
- Criacionismo científico
- Criacionismo do Universo Recente
- Criacionismo Religioso (Cristianismo, Judaismo, Islamismo, etc)

"Em resumo: a teoria do desenho inteligente propõe que existe um design real e intencional na natureza, o qual evidencia uma criação. O criacionismo científico propõe que existe um Criador e que ele trouxe a existência todas as coisas segundo um plano seu previamente estabelecido. O tempo de existência do universo não é um fator importante. O criacionismo científico do universo recente propõe que existe um Criador e que ele trouxe a existência todas as coisas segundo um plano seu previamente estabelecido. Diferente do criacionismo, o criacionismo do universo recente trabalha com evidências que provam que o universo e o planeta Terra são recentes, tendo apenas alguns milhares de anos. O criacionismo religioso é a proposta encontrada em cada um dos escritos religiosos. Alguns apresentam possibilidades de testes científicos para a sua comprovação, ao passo que outros não. Em geral, quanto se fala do criacionismo, associa-se o mesmo com o criacionismo religioso. É importante notar que existe uma diferença. O criacionismo científico não procura nem provar nem conhecer o Criador. O criacionismo científico estuda apenas a criação." (in: Universo Criacionista)


Ou seja, podemos dizer que esta teoria só afirma que houve uma criação e portanto terá havido um Criador. Sim. Mas a vantagem é que esta ideia pode afirmar-se, mesmo no ensino público porque trata-se de uma ideia científica. Portanto, ela não afirma quem foi o criador nem como aconteceu, e não deve porque essas afirmações têm como fundamento principal a fé.
Eu , por exemplo, como cristão creio que foi o Senhor Deus Jeová, o criador, e não de uma forma evolutiva, mas não devo afirmar isso, numa aula de escola pública porque estaria a impor a minha fé aos meus alunos. No entanto, como professor, posso explicar a teoria do desenho inteligente e assim afirmar que a teoria criacionista é tão válida quando a naturalista de onde deriva a evolução (que, actualmente, é a única a ser ensinada nas nossas escolas).
Acho que esta confusão entre aquilo que se deve afirmar (porque é científico) e o que não se deve (porque se baseia na fé) existe realmente e contribui grandemente para que a nossa sociedade e os media ignorem ou ridicularizem quem afirma o criacionismo.
Por isso esclareçamos os termos e sejamos mais "científicos" se queremos que o criacionismo comece a fazer parte da discussão sobre a origem da vida no ensino nacional!

ps. A foto é da Nebulosa Helix e realmente é parecida com um "Olho". Deixa-nos a pensar, pelo menos!

sábado, outubro 08, 2005

A deusa da Fortuna e Tiago

“Na antiguidade, o homem acreditava que os deuses decidiam seu destino. A deusa Fortuna, ou Sorte, era a deusa romana que trazia sorte ou azar para as pessoas. Esta divindade dos romanos costumava ser representada cega ou vendada, carregando uma cornucópia e controlando uma roda e um leme.
A cornucópia era utilizada por ela para distribuir bens e riquezas sem saber a quem, já que ela é cega; a roda era para decidir numa mesma proporção os que sofrem e os que são felizes, contudo, mantendo a instabilidade do acaso, pois pode girar a qualquer momento; e o leme era para guiar os destinos dos homens (ADKINS e ADKINS, 2001).
Mesmo com o advento do cristianismo, a Fortuna continuou no imaginário popular. (WIKIPEDIA).”


Ora, a mensagem que Tiago transmitiu na sua carta (Tg.5:1-6) era outra. Não existe uma deusa que, ao acaso, distribui riquezas a uns e não a outros. As riquezas, infelizmente são mal distribuídas pelo próprio homem que faz mau uso das suas riquezas e do seu poder, traduzido por exemplo, pela exploração dos mais pobres, fazendo com que uns tenham muito e outros pouco. Não só por isto, mas também, é que os 25 países com maior PIB do mundo produzem cerca de 90% de toda a riqueza do planeta e por analogia, mais de 170 países contribuem com apenas 10% do PIB mundial!
A mensagem da Bíbli, revelada em Tiago, é que Deus está a controlar todas as situações de injustiça e abuso de poder e “Quem usa mal as suas riquezas e poder, pagará bem caro!"

ps. A foto é da Deusa Fortuna - Sec.I d.C, retirada do livro "Religiões da Lvsitânia", cuja exposição se encontra no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa. Amanhã irei pregar na Igreja sobre este texto e esta ideia. Orem por mim.

sexta-feira, outubro 07, 2005

"A beleza da criação"

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos."

Sl.19:1
Eis duas fotos do eclipse anelar do dia 3 de Outubro de 2005, observado em Portugal:

Não é linda, a criação de Deus!?

Nota: As fotos foram retiradas do site: http://ovni.do.sapo.pt/principal/Astronomia/eclipses/Eclipse3OUT2005_imagens.htm

A Ideia Central do Texto

Ontem, na aula de Hermenêutica e Exegese Bíblica no IBP-ESETE estivémos a abordar a questão da Ideia Central do Texto. Esta ideia é traduzida por uma frase completa que resume a mensagem que o autor original pretendia comunicar com aquilo que escreveu.
O Salmo 117 diz:
"Louvai ao Senhor, vós todos os gentios;
Louvai-O todos os povos!
Porque mui grande é a Sua misericórdia,
E a Sua fidelidade subsiste para sempre.
Aleluia!”

Usando este exemplo, e depois de algum estudo exegético, entendemos que o autor não queria comunicar o que era o louvor, nem quem deve louvar. A ideia central que o Salmista queria comunicar era: "Todos devem louvar ao Senhor porque a Sua misericórdia é grande e a Sua fidelidade é eterna!"
Parece quase a mesma coisa, mas não é!

quinta-feira, outubro 06, 2005

"Consertar o Mundo!"

Recebi esta ilustração de autor desconhecido que vale a pena partilhar:

Um cientista, preocupado com os problemas do mundo, estava resolvido a encontrar meios de reduzí-los. Passava dias no seu laboratório buscando respostas para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos, decidiu ajudá-lo. O cientista nervoso pela interrupção, tentou fazer com que o filho fosse brincar em outro lugar. Procurou algo que pudesse ser oferecido, com o objetivo de distrair sua atenção. De repente deparou-se com o mapa do mundo. Eis o que procurava!
Recortou o mapa em vários pedaços e, com um rolo de fita adesiva, entregou tudo ao filho dizendo: "Gostas de quebra-cabeça? Vou te dar o mundo para consertar. Aqui está, todo recortado. Faz tudo sozinho!"
Pensou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz que o chamava: "Pai, já consegui terminar!" A princípio, o pai não deu crédito às palavras. Seria impossível na sua idade conseguir recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou-se, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo - todos os pedaços colocados nos devidos lugares.
"Como foste capaz? Tu não sabias como era o mundo, meu filho, como conseguiste?"
O filho então respondeu: "Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando o pai tirou a folha de papel da revista para recortar, vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando me deu o mundo para consertar, não consegui. Então me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertá-lo, pois sabia como ele era. Quando consertei o homem, virei a folha e percebi que havia consertado o mundo!"

Eu que ando a tentar analisar a raíz o problema da riqueza e da pobreza no mundo, por causa do texto de Tiago 5:1-6, ao ler esta ilustração realmente confirmo que a solução desse problema também está em consertar algo no homem.

terça-feira, outubro 04, 2005

Escrita moderna

Já sabia que a linguagem dos telemóveis andava a revolucionar a escrita da língua Portuguesa. Não sabia é que já tinha chegado ao ponto da mensagem que hoje li, de um aluno do 9º ano, da escola onde lecciono. Vejam com os vossos próprios olhos!

Para além dos erros ortográficos graves, será que também devemos começar a escrever, para que a "malta jovem" entenda o Evangelho, qualquer coisa do tipo:

"Pq D. amou o pexoal d tal maneira k deu o xeu filho JC pa k td akele k nele kre n morra m/ tenha a vd eterna"?

p.s.- João 3:16

Aviso aos ricos

"E agora vocês, os ricos: Deviam chorar e lamentar-se por causa das desgraças que hão-de cair sobre as vossas vidas. As vossas riquezas apodrecem de inutilidade. A vossa roupa vai sendo comida pela traça. O vosso ouro e a vossa prata não servem para nada. As próprias riquezas em que vocês confiavam consumirão como fogo a vossa carne. Os bens que têm acumulado serão evidência contra vocês no dia do julgamento. Não pagaram o salário justo aos que trabalharam nas vossas terras. O protesto desses trabalhadores sobe até aos ouvidos do Senhor dos exércitos celestiais! Vocês têm vivido aqui na Terra no meio de luxo e na satisfação dos vossos próprios desejos. Têm engordado os vossos corações, como um animal para o dia da matança. Condenaram e mataram o inocente, o qual não conseguiu resistir-vos!" (Tiago 5:1-6, O Livro)

Este é um retrato do presente ou simplesmente foi um retrato de uma realidade há 2000 anos atrás? Qual a relevância deste texto nos nossos dias?

segunda-feira, outubro 03, 2005

"Querido amigo...

... a minha oração é para que tudo te corra bem, e que tenhas tanta saúde quanto ao corpo como tens quanto à alma." - (III João 2, O Livro)

Sem dúvida, uma oração que devíamos entender melhor e fazer mais vezes!

domingo, outubro 02, 2005

Culto para o Senhor!

Hoje, contrariamente ao que é habitual na minha vida, não assisti a nenhum culto dominical de uma igreja. Há já algum tempo que queria tirar algum tempo para reflectir, descansar, ouvir Deus, apreciar a natureza e orar. Pela bondade de Deus pude fazer isso de uma forma que me trouxe paz, serenidade e saúde espiritual.
Com a vida agitada que levamos, é tão fácil cairmos na irritação, numa atitude cheia de amor próprio ou em outras falhas e sem o percebermos. Só o conseguimos isto quando tiramos algum tempo para parar... e ouvir. É também importante que cada um de nós perceba porque faz o que faz e como o faz, para que não suceda estar ocupado com excesso de actividades (mesmo que sejam religiosas) mas sem a convicção da presença e do poder de Deus através delas. Senhor, obrigado pelo descanso e porque pude usufruir de um belo dia na tua presença!

sexta-feira, setembro 30, 2005

O corpo é para o Senhor - II

Falámos ontem que o corpo, entendido segundo uma perspectiva hebraica como um “objecto psiquicamente animado”, possui uma missão muito mais elevada do que a satisfação dos apetites sexuais desordenados exemplificada pela imoralidade e prostituição, como era a prática dos Coríntios (habitantes de Corinto, cidade da Grécia, um grande centro de comércio e de adoração a Afrodite, a deusa do amor, cujo culto deu origem à grande imoralidade sexual existente).
Segundo um teólogo conhecido, o apóstolo Paulo declara que “aquilo que é feito através deste corpo físico tem reflexos sobre a personalidade inteira do indivíduo, afectando o seu destino, e degradando ou elevando toda a pessoa. Por conseguinte é muito importante aquilo que fazemos com os nossos corpos.” (Champlin, vol.4, pg.87). Concordo com esta ideia embora discorde da parte “afectando o seu destino”, dado que a Bíblia também declara que se alguém confessar os seus pecados, Jesus Cristo é fiel e justo para perdoar (I João 1:8).
Portanto, é importante que demos mais atenção ao nosso corpo, sabendo que ele irá ser transformado num corpo glorificado, certamente não das mesmas substâncias e partículas que constituem o nosso corpo actual, mas de uma forma onde a personalidade inteira dos crentes será totalmente redimida e recomposta (cf. Rom. 8:23). Aí então, e finalmente, haverá verdadeira Paz entre os homens!

quinta-feira, setembro 29, 2005

"O corpo é para o Senhor..."

Ao pensar nesta expressão vem-me à mente uma outra expressão de Paulo: “…irmãos, peço-vos, através do amor de Deus, que dêem as vossas vidas a Deus.” (O Livro - Romanos 12:1). De facto, na maioria das traduções bíblicas palavra usada não é “vidas” mas sim “corpos”, o que nos ajuda a entender o quanto o corpo é também a nossa vida. Assim sendo, o “corpo é para o Senhor” tem de ser entendido como uma entrega diária a Deus das acções desempenhadas por nós usando o nosso corpo.
Recordando o contexto de “tudo nos ser permitido mas nem tudo convir”, Paulo diz que ele não se deixará dominar pelo que não convém. E, para se entender melhor a que se está a referir, ele compara duas áreas “perigosas” na vida do ser humano: a alimentação e o imoralidade sexual. Enquanto o tipo de alimentação que tivermos afecta-nos apenas fisicamente e contribuirá para destruir o nosso corpo mais cedo ou mais tarde, a imoralidade sexual afecta-nos como pessoas, ou seja, é contra o próprio corpo, entendido aqui num sentido mais lato (cf. I Cor.6:18). Não será este o momento para desenvolver como isto acontece mas apenas concluir com o pensamento: “Não aprenderam já que o vosso corpo é a morada do Espírito Santo que Deus vos deu e que vive portanto em vocês. Por isso o vosso corpo não vos pertence.” - I Coríntios 6:19

terça-feira, setembro 27, 2005

O Senhor e o corpo

“Porém o corpo não é para a impureza mas para o Senhor e o Senhor, para o corpo.” (I Cor. 6:13)

Ao ler W. Nee fiquei despertado para este texto nomeadamente por causa das expressões: “O corpo é para o Senhor” e “o Senhor é para o corpo.”
Estas expressões são referidas no contexto de um princípio da liberdade cristã: tudo nos é lícito fazer, mas nem tudo convém. Ora, muitas vezes os cristãos são criticados quando lhes dizem que eles são obrigados a cumprir um conjunto de regras que lhes tiram a “felicidade” e não os deixam viver a vida com satisfação. No entanto, esta crítica está errada porque se há alguém interessado na nossa felicidade e bem-estar, essa pessoa é Deus. Por exemplo, alguns mandamentos requeridos ao povo de Israel no Velho Testamento tinham em vista uma melhor saúde física. Hoje, sabemos cada vez mais sobre aquilo que é melhor para a saúde e o que não é. Mesmo assim, os nossos corpos ficam doentes, exactamente porque temos uma natureza corruptível (entenda-se pecaminosa). É então que precisamos entender que o propósito de Deus para o homem não é só transformar o seu ser (mente, vontade e emoções), dar uma nova vida ao seu espírito, mas também é vivificar o seu corpo (cf. Rom. 8:11).
Mas o que significa isto?

(continua…)

sábado, setembro 24, 2005

Dar graças sempre!?

Eu sei que tenho e quero abordar o tema do propósito do nosso corpo mas não posso deixar de partilhar algo relacionado com o verso: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para connosco." - I Tess. 5:18

Hoje, recebi um telefonema de um amigo meu a dizer-me que tinha de pregar sobre este texto bíblico e queria que eu lhe desse duas ideias acerca do mesmo. Para além de ser necessário tempo para meditar nos textos bíblicos quando deles queremos retirar ideias para a nossa vida, naquele preciso momento eu estava num momento em que nenhuma vontade tinha de "dar graças"! Mas, por causa deste telefonema fiquei a pensar na minha atitude e nas ideias que realmente podia retirar daquele verso para as aplicar à minha vida.

Ora sem dúvida que se trata de um verso muito conhecido e eu pude dar-lhe logo duas ideias:
1. Qualquer circunstância é adequada para dar graças a Deus.
2. Dar graças resulta de ter a Cristo como Senhor da nossa vida.

Mas depois, fiquei a meditar neste texto, tentando aprofundar o seu significado e percebi que realmente acontecem situações na vida (tragédias, problemas, ou simplesmente chatices) que não nos dão motivos para agradecer. Por isso, o que quer dizer: "Em tudo dai graças.."?

Talvez devamos entender que o "tudo" representa um quadro mais geral da nossa vida. Não devemos simplesmente olhar para uma "desgraça" particular ou esporádica mas realmente olhar para o quadro maior e agradecer por ele. Sim, vivemos num mundo imperfeito, governado em grande parte pelo mal e por isso é normal que surjam problemas, desgraças e dificuldades. Não é por isto que devemos dar graças mas sim porque o quadro final que Deus, em Cristo Jesus, preparou para os seus filhos é realmente belo!

sexta-feira, setembro 23, 2005

E o nosso corpo?

Escultura de Areia - Algarve 2005
Falamos realmente bastante na parte espiritual do homem.
E o nosso corpo? Qual o projecto de Deus para ele?

quarta-feira, setembro 21, 2005

Palavra Pessoal

Interesante este fenómeno da "blogsfera" que nos faz ir de link em link até encontrar mensagens de alguém que podemos não conhecer pessoalmente mas que nos interessam e nos fazem parar para ler e reflectir. "Canto do Jo" é o novo (bom) blog que acrescentei à minha lista, onde já se encontravam outros que não tiveram direito a esta apresentação, porque só hoje me lembrei de o fazer. Vão ver!
Tenho andado mais ocupado agora. As aulas na Escola Básica já iniciaram e o trabalho aumentou, porque a Srª D. Ministra pensa que os professores trabalham pouco. Esta semana tenho assistido ao curso intensivo sobre História da Igreja no IBP-ESETE (formação contínua é fundamental!) e na próxima inicio as aulas de Exegese com um bom grupo de alunos. Por tudo isto, não terei o tempo que desejaria para escrever mas irei procurar fazê-lo sempre que tiver algo de relevante para dizer, espero eu!
Saudações!

sábado, setembro 17, 2005

O Espírito e a Morte

Ontem, numa conversa sobre a morte com uma colega, ela dizia-me que era importante esperar cerca de dois dias antes de cremar o corpo de alguém para dar tempo ao seu espírito para se aperceber da morte do corpo e sair dele.

Sem dúvida que a morte começa a ser uma realidade a partir do momento em que nascemos, consequência do pecado que todos temos conforme diz a Bíblia (Rom. 3:23 e 6:23).
O Salmista dizia: "Lembra-te de como é breve a minha existência!" (Sl.89:47), dado que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto o juízo" (Heb.9:27). A realidade da morte é inquestionável, mas efectivamente em que consiste ela?
Consiste em primeiro lugar na transformação da nossa existência, quer física quer espiritual, do modo como a experimentamos actualmente em vida. "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Ecl.12:7). Como diz Tiago, "o corpo sem espírito é morto" (Tg.2:26a). Assim, quando o corpo humano cessa totalmente as suas funções dizemos que a pessoa está morta fisicamente e portanto, imediatamente, sem o seu espírito. No entanto isto não é o fim.
A "vida após a morte" será portanto uma existência incorpórea, como a conhecemos actualmente mas consciente em que apenas podemos dizer, existirá dentro da esfera espiritual, portanto com outra realidade “corporal”. Os remidos desfrutarão da presença de Deus e os restantes sofrerão as consequências da Sua ausência, imediatamente após a morte física.

terça-feira, setembro 13, 2005

O que é o Homem?

Na pergunta, “O que é o Homem?”, de um teste de Antropologia do Velho Testamento, em Julho de 1998, do curso de Teologia no IBP-ESETE, respondi o seguinte:

“O homem, quanto à sua natureza é um ser criado. É criado por um Ser superior, Deus, o qual é incompreensível na sua totalidade. Porque foi criado da terra é ADAM e portanto isso confere-lhe um senso de efemeridade e transitoridade. O homem nasce para morrer e portanto a sua vida deve pautar-se por este sentido de incapacidade de controlar o tempo da sua vida. No entanto Deus criou o homem para se relacionar com Ele e assim, o homem é um ser transitório para uma vida eterna com Deus ou sem Deus.
Quanto à sua essência, o homem é uma “alma vivente”, sendo entendida como tendo uma “parte” carnal e outra espiritual. Ou seja, o homem é uma alma que se define com um corpo e um espírito. Mas convém salientar que o homem deve ser entendido como um todo e não como um conjunto de partes separadas.”

Presentemente tenho pensado nesta questão. Precisará a minha resposta de uma actualização? Sim, apesar de continuar a concordar com ela!

sexta-feira, setembro 09, 2005

Um irmão faz parte da solução!

É sempre bom ouvir reacções aos nossos pensamentos. A Austin (no seu comentário do post anterior) fez algumas perguntas que também têm andado na minha mente. Concordo que é realmente difícil, para quem está num estado de passividade, identificá-lo para então procurar sair dele. Mas é aqui que amigos e irmãos poderão ter um papel fundamental, avisando de determinados sinais de alerta. Apresentei alguns no post "Tipos de ataques" do dia 1 de Agosto (ver arquivo). Por outro lado, acredito que, apesar dos ataques malignos e no caso de crentes, o Espírito Santo continua a ter poder de convencer "do pecado, da justiça e do juízo" (Jo.16:8), pelo que o crente deve saber ainda distinguir a Sua voz de outras vozes. No entanto, isto é tanto mais difícil para a pessoa, quanto maior for o grau de influência maligna e quanto mais terreno ele tiver concedido ao inimigo. Por isso, volto a afirmar o papel fundamental que um irmão pode ter para ajudar alguém a ver a sua condição e a sair dela, exortando-a, mostrando-lhe a verdade e orando por ela.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Subindo o poço

Quando alguém se encontra “no fundo do poço”, sob a influência de espíritos malignos, ele precisa gritar por “socorro”. Este grito, por si só já é um reconhecimento da sua má condição, mas é também um pedido de ajuda a Deus, para que o retire daquela situação, depois que compreendeu a verdade da sua condição, através da revelação do Espírito. Como recordamos, ele chegou “ao fundo do poço” porque, devido à sua passividade, deixou de controlar a sua vontade, as suas escolhas. Assim, para subir o poço e obter a sua libertação ele precisa recuperar aquilo que deixou de controlar. A estratégia para isso passa pelos seguintes passos:
1. Decidir em que direcção quer seguir. Continuar a descer o poço ou subi-lo? Ele deve decidir que quer lutar para subir.
2. Escolher as opções que cortem pela raiz qualquer base do inimigo.
3. Recusar voltar a dar brechas à entrada do inimigo, através das estratégias que este usava e que o empurravam ainda mais para “o fundo do poço”.
4. Resistir às novas e futuras estratégias e ataques adoptados pelos espíritos malignos.

Em todos estes passos o controle da vontade é fundamental. E a luta por este controle, não vai ser fácil, mas, como pergunta retoricamente o apóstolo Paulo, “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rom.8:31).

quarta-feira, setembro 07, 2005

Amigo no fundo do poço?!

Tenho um amigo que, penso, está a atravessar um período "negro" da sua vida, caracterizado fundamentalmente pela passividade, ou seja, pela inactividade da vontade. À medida que leio: "O Homem Espiritual" de Watchman Nee, melhor consigo perceber o estado grave em que se encontra, sob o domínio de espíritos malignos. Sei que tenho falado muito nesta área, e não sou, de modo algum, uma autoridade nela. No entanto, sinto e tenho a vontade de querer ser uma mão amiga para ele, e por isso quero saber como ajudá-lo.
Certamente que há muitas mais pessoas em situações semelhantes de opressão. Por isso partilho estes pensamentos publicamente e ao mesmo tempo solicito o poder de Deus, através das vossas orações.

p.s.- amigo, se leres estas palavras, acredita que as escrevo, porque quero ser um meio para Deus te ajudar

terça-feira, setembro 06, 2005

A Verdade vos libertará

Certa altura, quando Jesus se encontrava no Templo a discutir com os judeus, disse-lhes:
"Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." (João 8:31,32). Na continuação da mesma discusão, Jesus critica os judeus por quererem satisfazer os desejos do diabo, "o qual jamais se firmou na verdade porque n'Ele não há verdade" (v.44). Algum tempo depois, Jesus, quando procurava consolar os seus discípulos, afirmou-lhes: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida;" (João14:6). Já bem perto da sua morte, na sua oração sacerdotal, Jesus pedia ao Pai: "Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade." (João 17:17)

Estive a meditar nestas palavras de Jesus, devido à afirmação de Nee: "O primeiro passo para esses crentes (os que estão a ser atingidos por espíritos malignos) conquistarem a libertação é buscarem o conhecimento total da verdade." (pg.145). Ou seja, para se libertar das mentiras de satanás, o crente precisa reconhecer que foi enganado, que está a viver uma mentira, que está a satisfazer os desejos de satanás. Buscar o conhecimento da verdade a qual libertará. Mas o que é a verdade? É Jesus. É a Palavra de Deus.

sábado, setembro 03, 2005

De quem é a sua vontade?

Relacionado com o esquema anterior, não posso deixar de transcrever o que Watchman Nee, no livro "O Homem Espiritual", afirma relacionado com o funcionamento da vontade do homem quando esta se encontra sob influência dos espíritos malignos:
"Sempre que alguém deixar sua vontade em estado passivo ou criar condições para a operação do diabo, ele agirá." (pag.143)
Esta é a grande tese do seu livro que já tenho vindo a referenciar. No entanto, Nee esclarece qual a diferença entre o modo de Deus trabalhar na nossa vida, e o modo de satanás. Diz ele de uma forma que não posso deixar de transcrever:

"Deus quer que o crente coopere com Ele, exercitando a sua própria vontade e usando toda a sua capacidade, para ser cheio do Espírito Santo. Os espíritos malignos, visando facilitar a sua actuação, exigem que o crente deixe sua vontade em estado passivo e renuncie completamente ao uso das suas capacidades. No primeiro caso, o Espírito de Deus preenche o espírito do Homem comunicando-lhe vida, poder e operando nele libertação, crescimento, renovação e força para que ele possa ser livre e inabalável. No segundo caso, Satanás ocupa as faculdades passivas do homem e, se não for detectado, passa a destruir a sua personalidade e sua vontade, reduzindo-o a um boneco, subjugando sua alma e seu corpo e deixando-o amarrado, oprimido, desvastado e aprisionado. O Espírito Santo capacita o crente a conhecer a vontade de Deus através da intuição, a fim de que ele compreenda com a mente e depois a realize, exercitando a vontade. O espírito satânico, porém, submete a pessoa à opressão de um poder externo que dá a esta a impressão de ser a vontade de Deus, forçando-o a agir como uma máquina desprovida de pensamento e de poder de decisão." (pg.143,144)

Certa é, esta realidade em casos graves de depressão por exemplo. Mas não devemos esquecer que os filhos de Deus são constantemente tentados e submetidos à influência directa e indirecta de Satanás e dos seus espíritos. Acredito que realmente vivemos sob uma guerra espiritual. Por isso precisamos aprender como o nosso inimigo trabalho e seguindo a estratégia de Tiago: "Sujeitai-vos portanto a Deus mas resisti ao diabo" (Tg.4:7).

Somos assim?


Este esquema, retirei do livro de Neil T. Anderson, "Vitória sobre a Escuridão". Apesar de discutível, ajuda-nos a perceber a complexidade do ser humano, nomeadamente depois da queda.
O que acham desta esquematização do ser humano?

sexta-feira, setembro 02, 2005

Cuidado com a cobiça

No mundo de hoje é tão fácil sermos tentados quando a nossa própria cobiça nos tenta seduzir. É isso que Tiago 1:14 afirma. Precisamos estar atentos às diferentes e simples formas de sedução, que por mais inofensivas nos queiram parecer, podem ser meios para dar lugar ao pecado. É assim que o nosso inimigo trabalha, usando-nos até a nós próprios.
"Livra-me Senhor dos nossos inimigos, pois é em Ti que me refugio." Para termos vitória contra eles, precisamos em primeiro lugar refugiarmo-nos atrás do Senhor, da Sua vontade revelada na Sua Palavra.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Começando bem cada dia

Faz-me ouvir pela manhã da Tua graça, pois em Ti confio;
Mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma.
Livra-me Senhor dos meus inimigos pois é em Ti que me refugio.

Esta oração do Salmo 143:8,9 resume bem qual deve ser a atitude antes de pedir a benção do Senhor em cada dia. Esta atitude consiste em:
1. reafirmar a confiança no Senhor (na Sua soberania, salvação e sabedoria)
2. elevar a alma ao Senhor (ou seja, os meus pensamentos e sentimentos...)
3. refugiar-se no Senhor (ou seja, "salvar-me" usando a Sua Palavra e sabedoria)
Esta era a atitude de Davi e por causa dela podia pedir ao Senhor a benção de: ouvir da Sua graça, saber o caminho por onde devia andar e ser liberto dos seus inimigos.

Realmente é tão fácil e usual, começar cada dia pedindo ao Senhor as Suas bençãos mas sem Lhe demonstrar a atitude correcta através da confiança, elevação e refúgio n'Ele.
Quero também fazer esta oração em cada manhã, porque realmente preciso ouvir da graça de Deus, preciso saber o caminho por onde andar e preciso de vitória sobre os "inimigos". Mas antes disso, preciso de demonstrar aquela atitude!

terça-feira, agosto 23, 2005

O Lucro ou a Vida?

Ontem, tive uma discussão, saudável, com a minha esposa sobre como devemos aplicar o príncípio de vida de dar o "dízimo" a Deus. Como dar o dízimo do tempo, por exemplo?
Lembrei-me que o Senhor, depois de 6 dias de trabalho de criação, descansou e santificou o 7º dia. Com os dez mandamentos, Deus instituiu o princípio de separar o 7º dia para descansar, porque era o "sábado" do Senhor (Ex.20:10,11). É interessante pensar que 1/7 equivale a cerca de 15% e portanto, parece-me que Deus quer que separemos para Ele, em relação ao tempo, mais do que o tradicional valor mínimo de 10% respeitante ao dízimo dos bens materiais.
A Bíblia diz que: "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém" (Sl.24:1), "Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos" (Ageu 2:8) e que nós não somos de nós mesmos, mas do Senhor (I Cor.6:19,20).
Embora sendo menos praticado nos dias actuais, continuo a crer na importância de dar ao Senhor, ou melhor dizendo, de devolver ao Senhor uma parte daquilo que Ele nos deu, particularmente do nosso sustento ou lucro. Mas em relação ao tempo que Deus nos dá, como devemos geri-lo?
Podemos não concordar que o descanso seja dízimo porque não estamos a dar nada a Deus mas sim a nós! No entanto, parece-me que o 4º mandamento foi instituído para que o homem realmente descansasse do seu trabalho mas ao mesmo tempo dedicasse esse tempo ao Senhor, meditando n'Ele, adorando-O. E não é esse o propósito do domingo actualmente para a maioria dos cristãos? Sim creio que é.
De qualquer modo salvaguardo-me dizendo que não considero que o dia específico de domingo seja o mais importante. O mais importante é separar um dia para o Senhor, o dia que realmente seja para Ele e também para nosso descanso.
Mas vamos imaginar que somos gerentes de um negócio, que supostamente poderia funcionar todos os dias do ano. Fazendo isso poderíamos tirar um valor de lucro elevado e portanto dando só 10% desse lucro ao Senhor, seria um valor considerável, para o Senhor!
No entanto poderíamos optar também por seguir o princípio de separar-mos para o Senhor o dízimo do tempo e o negócio só funcionar 85% do tempo (seguindo o princípio de um dia de descanso por cada semana). Realmente iríamos, talvez, ter menos lucro e consequentemente menos dízimo para dar.
Qual das opções parece mais aceitável diante de Deus?
O que é mais importante para Deus? O lucro ou a nossa vida?
Ou será que há também outros factores importantes a considerar?

domingo, agosto 21, 2005

Não terás outro "Tu" diante de mim

No primeiro dos dez mandamentos: "Não terás outros deuses diante de mim" (Ex. 20:3) podemos pensar em muitos possíveis deuses: dinheiro, casa, outras pessoas. Ao meditar na história de Elias, descobri que cada um de nós pode ser um "deus" que se coloca diante de Deus. Elias, ao centrar a atenção em si mesmo, colocou o seu "eu" diante de Deus. Quando começamos a dar honra a homens ou a querer receber a honra deles em vez de a dar a Deus, estamos a fazer exactamente isso, a colocarmo-nos diante de Deus.

sábado, agosto 20, 2005

O Senhor não estava...

Continuo a meditar na história de Elias no monte Horebe, que é o monte Sinai (I Reis 19), e no significado das expressões repetidas "O Senhor não estava", nem no vento, nem no terremoto, nem no fogo mas sim num "cicio tranquilo e suave".
Foi também neste monte que o Senhor se revelou a Moisés e ao povo de Israel depois do êxodo. No dia em que Deus comunicou os dez mandamentos também usou fenómenos extraordinários da natureza (trovões, relâmpagos, tremores, fogo). Para quê? Moisés explicou ao povo que isto tinha como propósito provocar temor a fim de não pecar (Ex.20:20). Mas pecarem em quê? Pecarem no cumprimento da Lei de Deus, resumida através dos dez mandamentos sendo que o primeiro deles dizia: "Não terás outros deuses diante de mim" (Ex.20:3).
Acho que precisamos relembrar este acontecimento quando lemos a experiência de Elias também no monte Sinai e também usufruindo de manifestações poderosas do poder de Deus. Só que a Bíblia diz que o Senhor não estava nelas. Porquê?
Relembro que Elias passou por uma experiência espiritual muito forte traduzida numa vitória sobre os profetas de Baal. Apesar dela, ao ser ameaçado de morte, entrou num estado de depressão, resultado, creio eu, do seu cansaço mental e espiritual.
Então, no monte Sinai, na presença do próprio Deus, ele centra a atenção em si próprio. Respondeu ele à pergunta do Senhor: "(Eu) tenho sido zeloso, pelo Senhor...; e eu fiquei só e procuram tirar-me a vida". Elias estava com medo escondido numa caverna, enquanto lá fora, manifestações do poder de Deus aconteciam, semelhantes às que tinham visto Moisés e o povo.
Mas "O Senhor não estava" nestas manifestações do Seu grande poder porque Ele não precisava provocar temor em Elias para não pecar. Elias tinha sido sempre zeloso pelo Senhor, é verdade, mas neste momento ele estava a não perceber o problema da sua atitude. Elias não estava a perceber que ele estava a colocar-se à frente de Deus, que ele estava a ser "outro deus" diante de Deus. Porquê digo isto?
Elias só saiu da caverna quando ouviu o "cicio tranquilo e suave" e a voz de Deus que novamente lhe perguntou: "O que fazes aqui, Elias?"
- "O que fazes aqui, Elias?"
- "Estás a ver bem onde estás, o que estás a dizer e a sentir, quando Eu, o Deus Todo-Poderoso estou aqui diante de ti!?"
- "Estás a ver que estás a colocar-te a ti diante de Mim!?"
Mas qual foi a resposta de Elias? Exactamente a mesma resposta que tinha dado anteriormente. Continuava a não conseguir ver Deus por detrás de toda a situação, exactamente porque ele se encontrava à sua própria frente, e à frente de Deus! Percebem?
Esta atitude pode acontecer naturalmente quando há vitórias espirituais. Há a tendência natural do homem, mesmo nascido de novo, de se ver mais a si, em vez de ver a mão, o poder, O próprio Deus por detrás de tudo. É um perigo para o qual precisamos estar alertas, particularmente num período de luta e consaço espiritual.

Acho que Elias acabou por perceber isto, talvez um pouco antes de fazer a primeira viagem inter-mundos. No entanto acho que não percebeu a tempo de Deus lhe dar a sua última missão, da qual também fazia parte ungir o seu sucessor. Finalmente, Deus deu-lhe uma outra "injecção" de último recurso para tratar a sua depressão ao dizer-lhe que, fiéis como ele, existiam mais sete mil!

quinta-feira, agosto 18, 2005

"Um cicio tranquilo e suave"

Esta é uma expressão que a Bíblia usa para designar a "voz de Deus". A expressão poderia ser traduzida por "sussurro suave de uma voz" ou "murmúrio tranquilo" (Willlard, 2002). É interessante que o escritor bíblico tenha usado esta expressão na história de Elias que já contámos, quando ele se encontrava cansado e deprimido depois de ter experimentado toda aquela vitória diante dos profetas que cultuavam o deus do vinho e da imoralidade sexual. Depois da vitória estrondosa, espectacular, de Deus sobre Baal, Elias ouve a voz suave e tranquila de Deus no seu coração. Esta voz suave de Deus, segundo Willard, "traz o selo da Sua personalidade com muita clareza" e devemos aprender a reconhecê-la, por exemplo através de pensamentos que são nossos, embora não provenham de nós.
Ou seja, há quem pense ou aja como se Deus falasse unicamente através de grandes visões ou outras mensagens mais explosivas. Realmente, o nosso espírito precisa cada vez mais aprender a ouvir e identificar a voz suave de Deus, resultado de um relacionamento maduro e pessoal com o Senhor. Mais ainda, num contexto em que há tantas vozes a falarem com os decibéis no máximo da tolerância, e com as nossas mentes tendencialmente mais cansadas, mais relevante ainda é o "cicio tranquilo e suave" do Senhor.

Lugar de descanso

Este é um dos muitos lugares que Deus usa, resultado da Sua criação, para nos fazer descansar n'Ele.
Ilha da Armona - Olhão. (foto de autor desconhecido)

quarta-feira, agosto 17, 2005

Descanso no Senhor

Neste tempo de descanso, depois de ter pensado na importância do descanso da mente, ocorreu-me, ao continuar a meditar na experiência de Elias, que o descanso deve realizar-se sob a base que é o Senhor. Ou seja, devemos descansar no Senhor.
Não confundamos com descansar do Senhor. Podemos descansar das responsabilidades religiosas mas não podemos nem devemos descansar do Senhor. Se descansarmos do Senhor estaremos a demonstrar que o relacionamento com Deus não é tão essencial para a nossa subsistência, como por exemplo o ar puro que respiramos num local de lazer.
Devemos sim descansar no Senhor.
Elias, como já vimos, passou por um estado de cansaço e depressão que o levou a pedir a sua morte. Este estado surgiu depois dele ter passado por uma grande luta espiritual (com os profetas de Baal), da qual saiu vitorioso. Mas não seria suposto ficar mais forte depois de vitória? Sim, se ele tivesse descansado no Senhor! Mas o que aconteceu foi que Elias descansou na sua própria pessoa, dado que ele se considerava ser o único profeta de Deus que ainda vivia (ver I Reis 19:10).
Mas o descanso de Elias no Senhor veio por iniciativa do próprio Deus. Como?
1. O Senhor alimentou e fortaleceu Elias.
2. O Senhor revelou-se a Elias por meio da Natureza e do Seu próprio Espírito.
3. O Senhor deu responsabilidades a Elias e mostrou-lhe que não era insubstituível.
4. O Senhor exortou e consolou Elias dizendo-lhe que existiam muitos mais profetas fiéis a Deus.

Na minha vida, preciso saber descansar no Senhor depois das lutas.
Descansar no Senhor porque preciso de recuperar forças, sendo alimentado por Ele e ouvindo a Sua voz, "um cicio suave e tranquilo". Descansar no Senhor, para ser exortado a não me elevar mais do que devo. Descansar no Senhor, também, para receber orientações sobre os passos a dar no futuro.

Questão: O que significa para si descansar no Senhor?

quinta-feira, agosto 11, 2005

Descanso da mente

Não. Não estou tao obcecado pelo blog que nem no dia seguinte ao meu dia de anos e em férias, deixo de escrever. Apenas quero deixar registado neste momento dois pensamentos. O primeiro tem a ver com a importância do descanso da mente. Esta, tal como o nosso corpo, precisa de abrandar o ritmo, precisa de usufruir de tempo para fazer uma limpeza dos pensamentos e preocupacões habituais acumuladas durante o ano e que lhe absorveram tanta energia. Elias foi umprofeta de Deus que depois de um grande esforço mental e luta espiritual precisava de ter tirado um tempo para descansar. Não o fez e, creio eu por isso, entrou numa crise de identidade e num estado de depressão tal que pediu para morrer (ver I Reis 18,19). É fundamental dar descanso a mente. O segundo pensamento e mais pessoal está ligado com o anterior porque descanso da mente não significa esvaziá-la de tudo, significa também definir com o que se quer enchê-la. Descanso da mente pode significar também tomar decisões sobre o futuro, sobre a vida, sobre os outros sobre a vida com Deus. É assim tambem que eu quero descansar a mente.

p.s-obrigado a todos pelas felicitacões que me deram

sexta-feira, agosto 05, 2005

Vivamos Cristo pelas Pessoas

"Vivamos Cristo pelas pessoas" foi a melhor forma que encontrei para resumir o que ouvi ontem pelo Pr. Paulo Júnior, na Conferência do Desafio Jovem. Foram tantas as ideias teológicas e exegéticas profundamente comnicadas que cada uma merecia uma mensagem. (É por isso que eu estou convicto que uma pregação expositiva deve ter apenas uma ideia a ser bem explicada, validada e aplicada).
Não quero agora comentar cada uma das ideias apresentadas pelo Pr. Paulo Júnior. Deixo apenas algumas, para mais tarde recordar e reflectir:

"O inferno só é inferno porque está perto de Deus o suficiente para vê-Lo mas
longe demais para experimentá-Lo."
"Em vez de pensarmos que os outros são o problema, devemos pensar que nós somos a solução."
"Como é que sou salvo? Quando reconheço que o meu Senhor se fez Cristo."

"Santidade não é o que posso fazer para me salvar ou guardar dos outros. É o que eu posso fazer para santificar o outro."
"O pecador vai ver o santo se santificando (e se sacrificando) e vai ter esperança. "

Ao ouvir este homem de Deus a pregar, fez-me lembrar de alguém que tem tanto para dizer num momento de despedida que não consegue parar. Ele parou de comunicar a riqueza das ideias de Deus, não sem antes chorar como alguém que realmente comunica através do seu coração aquilo que a sua mente compreendeu de um modo profundo e relevante. Foi emocialmente arrepiante ficar em silêncio e ouvir o silêncio da Igreja de Deus perante a "voz de Deus" através deste Seu profeta.
Foi das poucas vezes em que realmente senti que a Igreja prestou reverência à Palavra de Deus. Que mais profetas como este se levantem!

quarta-feira, agosto 03, 2005

O Verbo

No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. (João 1:1)

Ontem ouvi uma ideia, pelo Pr. Paulo Borges Júnior, sobre a razão da utilização da palavra "Verbo". Porquê a Palavra "Verbo"?

"Verbo" porque "vibra". "Verbo" é uma palavra que se movimenta, que tem vida, que age, que faz. Não é só palavra, é vida! Salvação não é crer simplesmente na Palavra. Salvação é também movimento, vida e comunicação.

"Não sejamos ventoínhas, mas geradores de vento!" (Paulo Júnior, 2004)

O sobrenatural

Escrever num blog é um fenómeno interessante. São pensamentos públicos porque estão disponíveis a todos e a qualquer um. Talvez por isso, nem tudo o que pensamos e sentimos verdadeiramente é o que realmente escrevemos. Não quer dizer que somos falsos ou hipócritas. Quer dizer que talvez escrevemos uma parte do verdadeiro "eu" de cada um. Apesar de ser uma parte, sendo partilhada (mesmo não tendo quem leia) torna-se grande. Porque o simples acto de escrever ajuda, quem o faz, a chegar a conclusões sobre si próprio e o mundo que o rodeia. E talvez, neste processo, outros sejam ajudados...

Ao escrever sobre a luta espiritual, reflicto sobre as lutas que enfrento na minha vida. Não é a luta para ter uma vida material mais rica nem a luta para ser mais feliz. Refiro-me principalmente à luta para ser alguém que honra a Deus em vez de querer ser honrado.

O homem naturalmente quer ter a honra para si mesmo por tudo aquilo que é ou faz. O homem, naturalmente, tem dificuldade em aceitar a sua fraqueza, a sua falta de sabedoria ou de conhecimento. O homem naturalmente tem ciúmes daquele que tem, é ou faz mais. O primeiro e fatal erro do ser humano foi exactamente querer ser como o Outro e por causa disso ficou deformado de uma forma permanente. Hoje todos continuamos a sofrer dessa deformação, a qual é usada pelo Mal para nos deformar ainda mais.

Por isso é que precisamos do sobrenatural, não para nos deformar mais, mas para nos conformar à imagem d'Aquele que é sobre tudo e sobre todos. O sobrenatural é ser capaz de dar-Lhe honra em todas as coisas. O sobrenatural é não deixar que o natural tenha domínio sobre nós. O sobrenatural é Cristo!

segunda-feira, agosto 01, 2005

Tipos de ataques

Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.(Efésios 6:12)


A Bíblia fala da luta espiritual que ocorre à nossa volta, da qual, por vezes, nem nos apercebemos. Alguns escritores têm a capacidade de a descrever melhor, talvez por estarem (ou terem estado) mais directamente envolvidos nas batalhas. O apóstolo Paulo apresenta o ensino bíblico sobre ela. Autores como Watchman Nee e C.S. Lewis (em Screwtape Letters) tentam apresentar situações contextualizadas dessa luta, como se de uma aplicação do texto bíblico se tratasse.

Neste 2º capítulo do seu livro, Nee apresenta exemplos de ataques que um crente com uma mente passiva pode sofrer. Inactividade, inquietude, mal-estar, incapacidade de se concentrar, distinguir ou lembrar, confusão, trabalho sem resultados, tagarelice, obstinação, inconstância, insónias, sonhos ou visões e medos, são possíveis resultados da actuação de espíritos malignos. De um modo geral, subjacente a estes fenómenos está a perda de controle da mente, ou a incapacidade de um crente pensar por si próprio, deixando que tais espíritos pensem por ele.

Das palavras de Nee, será sensato não concluirmos que uma simples insónia, esquecimento ou outro fenómenos referido é sempre um ataque maligno. Não sejamos como aqueles que vêem o diabo em tudo. No entanto não devemos também negligenciar em nós próprios ou noutros, situações daquelas a acontecerem de um modo recorrente e sistemático. Isto é sinal de um provável ataque espiritual, pelo que é importante parar para definir uma estratégia de defesa.

Comente: Concorda que uma mente passiva pode ser atacada da forma descrita?

quinta-feira, julho 28, 2005

A mente sob ataque!

Ando a ler o livro "O homem espiritual", vol. 3 de Watchman Nee. É um livro que trata do tema da guerra espiritual, tema este demasiadamente desvalorizado nos nossos dias. Tem sido para mim desafiante relacionar as palavras do autor com a revelação bíblica. A sua grande tese até ao momento é a de que a mente (mesmo de um cristão) pode encontrar-se num estado de passividade tal que é o meio ideal para a acção e os ataques de espíritos malignos.
Diz ele: "...em todos os acontecimentos da vida do crente, sejam especiais ou comuns, tudo o que procede dos espíritos malignos anula o devido funcionamento da sua mente. O Espírito Santo, entretanto, nunca faz isso." (pag.35)
Realmente o apóstolo Paulo tinha razão ao dizer que "o homem espiritual julga todas as coisas." E nos dias que correm, com tantas "mensagens, revelações especiais e visões" a surgirem constantemente, é essencial que saibamos usar a mente que Deus nos deu para que possamos saber distinguir a verdade do erro. E como sabem, o nosso Inimigo, e os seus espíritos malignos, são especialistas em misturar a verdade e a mentira!

segunda-feira, julho 25, 2005

VI - Reacções à mensagem expositiva

Ontem, tive a oportunidade de comunicar, na comunidade onde congrego, a mensagem que recebi de Deus através do estudo feito em Tiago 4.13-17.
Comunicar, Pregar, Ensinar, como queiram chamar, é sempre uma responsabilidade enorme, mas também é uma benção poder receber reacções ao que tentámos transmitir, para além de sermos nós próprios alimentados com a Palavra de Deus.

Os posts anteriores (desde o I ao V) apresentam as partes principais do estudo que realizei até chegar às conclusões apresentadas. Partilho-os para obter reacções, comentários e quem sabe para ajudar alguém que esteja a precisar de conhecer alguns princípios de vida (extraídos da Bíblia) relacionados com a tomada de decisões e a vida em geral.

Como já afirmei na Introdução (I), sentir-me-ei honrado se deixar comentários ou se quiser divulgar este "Exegese e Homilias".
VSM

sábado, julho 23, 2005

V - Faça o bem que deve ser feito! (Comunicando a mensagem)

Todos nós conhecemos ou pelo menos já ouvimos falar em livros de auto-ajuda. Eles estão muito na moda actualmente.
Todos os autores destes livros procuram apresentar soluções para os problemas do ser humano. Todos eles apresentam frases que têm o propósito de ajudar o ser humano, homens e mulheres na sua realização pessoal, de modo a atingirem sucesso.
A Bíblia também é um livro de auto-ajuda mas é muito mais do que isso. É o livro inspirado por Deus, para o homem que Ele criou e que conhece melhor do que ninguém e para o mundo que caminho a passos largos para o futuro que ele também conhece de forma soberana.
Será que na Bíblia podemos encontrar ajuda para vivermos a nossa vida da forma que Ele deseja que vivamos, uma vida em abundância?

O texto de Tiago 4:13-17 ensina-nos 4 princípios de vida:

1. Não façamos afirmações como se tivessemos o controle do futuro
2. Não nos gabemos das nossas capacidades para cumprir os nossos planos
3. Afirmemos que se for da vontade do Senhor, o que planeamos acontecerá
4. Façamos o bem que sabemos que deve ser feito

Sem dúvida que estes princípios de vida são mais importantes do que aqueles que lemos nos livros de auto-ajuda. E são mais importantes porque não são apenas ajuda para nós nos sabermos orientar melhor na vida. Estes princípios são ajudas também para os outros. Se nós os aplicarmos na nossa vida estaremos a ser uma benção para os outros.
Estes princípios não tratam apenas de não fazer o que é errado. Há princípios que devemos ter na vida que nos dizem para não fazer determinadas coisas, mas há outros que nos dizem o que devemos fazer. Não basta não fazer o que é errado. Temos de fazer também aquilo que sabemos que deve ser feito.

sexta-feira, julho 22, 2005

IV - Compreendendo o texto

A grande questão exegética deste texto tem a ver com o último verso: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” A conjunção “portanto”, que poderia substituir-se por “por conseguinte” faz-nos pensar que esta é uma ideia conclusiva de tudo o que Tiago tinha dito até aqui.

Considerando que o “portanto” do verso 17 também se aplica a todo o capítulo 4 de Tiago, poderemos estabelecer alguns princípios de actuação na vida em geral como sendo fundamentais:
1. Não peçamos a Deus unicamente para deleite pessoal
2. Sujeitemo-nos a Deus e resistamos ao diabo
4. Confessemos as nossas falhas humilhando-nos na presença do Senhor
5. Não falemos mal dos outros. Falemos antes para o seu bem.

Mas no parágrafo que estamos a analisar as ideias têm andado à volta do tema da tomada de decisão acerca do futuro.
Tiago apresenta 3 princípios quanto a isso:
1. Não façamos afirmações como se tivessemos o controle do futuro(v.13,14)
2. Não nos gabemos das nossas capacidades para cumprir os nossos planos (v.16)
3. Afirmemos que se for da vontade do Senhor, o que queremos acontecerá (v.15)

Mas estes princípios estão a dizer que é errado fazer planos? Esta foi a grande dúvida que me surgiu.
Pensando em todo o contexto bíblico podemos afirmar que fazer planos é uma atitude sábia, mas este texto permite-nos dizer isso?

O 3º princípio era: Afirmemos que se for da vontade do Senhor, o que queremos acontecerá.
Sim, Tiago mostra-nos que nós devemos dizer: “Se o Senhor quiser, nós faremos isto ou aquilo.” Nós faremos isto ou aquilo, mas se o Senhor quiser.
Fazer planos não é errado. O que está errado é planear sem ter Deus em consideração e como se pudéssemos controlar o futuro.

Assim, estou convicto de que Tiago queria também esclarecer essa dúvida. Acho que Tiago não queria deixar a ideia de que não vale a pena planear nada, não vale a pena trabalharmos para termos sucesso na nossa vida. Certamente que Tiago não queria dizer isso e por isso ele diz: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”
E que “bem” é esse a que Tiago se refere?

Julgo que será tudo o que ele tem dito neste capítulo, todas as exortações dadas, todos os princípios ensinados que já referi anteriormente. Se os cristãos daquele tempo sabiam que deviam seguir estes princípios e não o fizessem estariam a pecar.
Ou seja, o homem sábio e transformado por Deus sabe o bem que deve fazer. Sabe aquilo que realmente agrada a Deus porque conhece a Sua Palavra. O homem sábio e transformado sabe aquilo que é benéfico para o crescimento do Reino de Deus. O homem sábio e transformado tem como princípios de vida na tomada de decisão:
• Não fazer afirmações como se tivesse o controle do futuro
• Não se gabar das suas capacidades para cumprir os seus planos
• Afirmar que se for da vontade do Senhor isso acontecerá

Mas o homem sábio e transformado também tem como princípio geral de vida:
• Fazer o bem que sabe que deve ser feito.

Ou seja, este princípio para além de nos incentivar a cumprir os outros princípios, também tem a ver com planear agir para o bem dos outros e para o crescimento do reino de Deus.
Acho que é neste último princípio que muitos cristãos falham. É mais fácil não fazer aquilo que é errado do que fazer aquilo que deve ser feito.

Através destes princípios podemos ver a conclusão final de Tiago. Não se trata apenas de não fazer o que é errado. Há princípios que devemos ter na vida que nos dizem para não fazer determinadas coisas, mas há outros que nos dizem o que devemos fazer. Não basta não fazer o que é errado. Temos de fazer o bem, aquilo que é mais correcto. Por isso a grande ideia deste capítulo é:
Faça o bem que sabe que tem de ser feito!

quinta-feira, julho 21, 2005

III - E tempo para reflexão?!

Depois de pensar no contexto é fundamental investir tempo para reflectir nas palavras, nas frases do texto e nas relações entre elas. Pensar no que o autor quis dizer ao escrever este texto. Pensar a quem se dirigia ele. Pensar no que significa isto ou aquilo...

Deram-me a responsabilidade de comunicar este texto, no próximo domingo, na comunidade a que pertenço. Mas, tenho também outras responsabilidades e ainda não estou de férias! A pressão aperta. Não há tempo para reflectir como gostaria e como é necessário. E continuo a ter que pregar no domingo!

Mas será que posso dizer que vou pregar este domingo na minha comunidade?
Realmente não posso. Nem posso dizer que estarei vivo nessa altura. A única coisa que posso afirmar com certeza é que: "Se o Senhor quiser... farei isso."

ps. Entretanto, além do tempo para reflexão, preciso de orar. Preciso de ouvir Deus, o Autor das palavras que desejo entender.
"Sem Deus nada somos neste mundo. Sem Deus nada podemos fazer."

quarta-feira, julho 20, 2005

II - Analisando o contexto

O escritor Tiago inicia o 4º capítulo da sua carta abordando o tema das contendas, causadas em certa medida pela cobiça e inveja que os seus ouvintes, desleais para com Deus, tinham uns dos outros (v.1-10). O problema principal deles era a soberba, o orgulho ou seja, a falta de humildade, indicador de lealdade ao “lado negro da força”. Exorta-os então a resistirem ao diabo, a se aproximarem de Deus e a se humilharem perante Ele, que é a única maneira de Deus os exaltar.
No parágrafo seguinte (v.11,12) Tiago alertou para um problema relacionado com o anterior, e diga-se, muito actual, que poderia ser traduzido através do slogan: “eles falam falam, falam falam e não dizem nada!” Ou seja, o ser humano é muito propenso a errar no uso da sua língua. A difamação é um mal terrível. Todos sabemos isso por experiência. Daí que era imprescindível que cada cristão também aprendesse e aplicasse na sua vida a seguinte filosofia: “Não fale mal dos outros. Fale antes para o seu bem!” Hoje continua a ser util seguirmos esta filosofia de vida.

Chegamos então ao parágrafo no qual queremos meditar(v.13-17). Ao termos considerado os textos anteriores ficamos a perceber melhor o que o autor nos vai querer dizer aqui.
Mas qual será a ideia que este texto nos vai ensinar? Temos de reflectir!

terça-feira, julho 19, 2005

I - Tiago 4:13-17

Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda a jactância semelhante a essa é maligna. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.
(Tg.4:17, RA)

Apresentação

Diz o dicionário da Língua Portuguesa (Texto Editora) que "Exegese" é a crítica e interpretação dos livros do Antigo e Novo Testamento e "Homilia" é a exposição em tom familiar feita pelo sacerdote para explicar as matérias de religião e sobretudo o Evangelho.

Nem sou um especialista na crítica e na interpretação bíblica nem sacerdote como o termo é vulgarmente conhecido. Sou "apenas" um cristão evangélico que procura conhecer melhor e partilhar a mensagem da Bíblia, o Livro de Deus.

É este o meu propósito com este "Exegeses e Homilias"

ps. Se tiver a oportunidade de o ler, deixe-me saber a sua opinião. Sentir-me-ei honrado se deixar um comentário.