sexta-feira, novembro 03, 2006

Paz seja convosco!

Li atentamente e reflecti em tudo o que foi escrito em relação ao post: “Louvando Deus com excesso de decibéis”. Agradeço ao irmão Ruben Barradas a sua resposta em nome da organização do MQM, o que revela a sua maturidade em termos de liderança nesta área. Haveria muito para responder individualmente, mas pelo que percebi, não é esta a forma mais aconselhável. Por conseguinte, apenas desejo declarar o seguinte:

1. Ao contrário do que alguns entenderam, eu elogiei bastante este evento. “A vinda a Portugal dos "Hillsong United" foi uma vitória para o meio evangélico. Já era tempo de recebermos uma banda cristã conhecida internacionalmente… Parabéns por isso, aos organizadores do evento, nomeadamente ao "Centro Cristão da Cidade" em Loures pela visão e empenho neste projecto de, através da música cristã, dar a conhecer mais da pessoa de Cristo, que se traduziu, por exemplo em vidas que se entregaram a Ele. Glória a Deus por isso!”

2. Eu também fui tocado e abençoado por este concerto. Se não o demonstrei claramente e se salientei um aspecto menos positivo (para mim), em nome de Cristo, peço perdão a todos os que não interpretaram bem as minhas palavras.

3. Na vida e certamente na vida cristã, tem de haver um lugar para falarmos uns aos outros daquilo com o qual não concordamos ou que nos perturba. Afinal somos desafiados a nos exortarmos uns aos outros como irmãos em Cristo. No entanto, tudo deve ser feito com amor, responsabilidade e utilidade. Embora alguém possa discordar, procurei ter estes 3 elementos nas minhas palavras, as quais não só deixei neste espaço mas enviei directamente para os organizadores com as seguintes palavras de introdução: "Prezados irmãos, Parabéns e glória a Deus pela realização de um MQM. Escrevi uma pequena reflexão sobre o concerto de 6ªF que espero aceitem, não como uma crítica, mas sim como uma tentativa de chamar a atenção para alguns aspectos que deveriam ser tidos em conta, de modo a que eventos deste género possam ser cada vez mais e melhores. No amor de Cristo”.

4. Sobre a questão da responsabilidade, refiro que salientei também o saldo global deste evento como extremamente positivo. Eu disse-o claramente. Volto a elogiar o esforço, a dedicação e o espírito de amor e sacrifício que muitos irmãos do CCC devem ter posto neste projecto, que Deus lhes tem dado para fazer. Se dei um foco naquilo que me perturbou não creio que isso seja motivo de divisão. Numa equipa de trabalho, por haver discordâncias não tem de haver divisão. Creio que todos temos a aprender uns com os outros e uma opinião diferente da maioria não significa necessariamente que esteja errada. Sim temos de focar naquilo que nos une e eu coloquei esse foco em primeiro lugar na pessoa de Cristo, O qual deve ser receber sempre toda a honra e glória.

5. Por ultimo termino focando na utilidade das minhas palavras. Realmente eu destaquei a questão do som. Concordo com o irmão Ruben Barradas, que referiu: “o louvor e adoração não é uma questão de palco, não é uma questão de décibeis, nem tão pouco é uma questão de opinião pessoal acerca do que quer que seja. É, isso sim, uma questão de vivência, uma questão de coração aberto e disponível perante a presença de Deus.”
Por outras palavras eu já tinha referido que: “O líder de louvor desta banda realmente procurou transmitir a ideia de que não estavam ali para actuar mas para louvar a Deus juntamente com estes milhares de portugueses cristãos.”
O som não é o mais importante. Mas também é importante ou não? Não se trata de discutir preferências de estilos musicais mas sim trata-se de, no meu entender, chamar a atenção para a questão da intensidade sonora. Não concordo que seja uma questão subjectiva porque se a intensidade sonora se pode medir, então é claramente uma questão objectiva. Não se trata de saber se Deus pode ou não falar em qualquer circunstância, porque Ele pode. Trata-se apenas de pensarmos se estamos a ultrapassar um limite aceitável, o qual, por exemplo, a partir de 85 dB prejudica a nossa saúde e que, ruído de 140 dB pode destruir totalmente o tímpano. Isto é objectivo e pode tornar-se num problema de saúde do nosso corpo, do qual creio que Deus nos pede que cuidemos bem.
Lamento que nem todos tenham entendido as minhas palavras, mas apenas procurei salientar este aspecto porque me preocupa o que podemos estar a fazer a nós próprios e aos outros, simplesmente porque talvez não respeitemos aquilo que até na própria lei portuguesa já está regulamentado.

Termino citando um outro comentador que disse: "O meu sonho, como músico, é que hajam milhares de bandas a dar concertos por este mundo fora a apresentarem Deus de uma forma Viva e Saudável.” Também oro por isso e caso isso suceda já no próximo ano, talvez com os Delirious ou outra, podem contar também com a minha ajuda ou apoio.

Que o Senhor vos abençoe a todos, mesmo a todos!

14 comentários:

Adilson C. Marques disse...

Vitor, abordaste um tema muito pertinente e que tem causado muita celeuma entre nós (evangélicos).
Penso que tudo isso é devido ao facto de vivermos numa sociedade em que tudo é relativo e subjectivo e, infelizmente, tudo o que a sociedade tem a igreja importa, logo os evangélicos tendem a relativizar todas as coisas.
Concordo com a tua visão a respeito do volume. Não consigo ouvir Deus falar comigo se não estiver calmo.
Qualquer pessoa minimamente ilucidada apercebe-se logo disso, pois até fisiologicamente é possível explicar que não é possível estar atento num ambiente com o som demasidado alto.
Eis a explicação:
O som quando está demasiado alto afecta o meu ritmo cardíaco e respiratório, logo o meu metabolismo fica acelerado. Já tentei, muitas vezes, orar quando estou a correr e nunca consegui a atenção desejado, simplesmente devido ao facto do meu corpo e mente estarem concentrados na excitação natural causada pela actividade física. O mesmo fenómeno acontece com o som quando está demasiado alto.
Para os que conseguem ouvir Deus claramente no meio do ruído, gostaria que deixassem os filhos fazerem teste na Escola com som, mesmo sendo música calma. Seria absurdo, até os descrentes sabem isso, quanto mais ouvir Deus.

Obrigado pelas tuas palavras.

Vilma disse...

Vitor: gostei de ler o teu esclarecimento.
Concordo que o som não é a questão, até porque cada ser humano é diferente e a maneira como cada um escuta a voz de Deus e o louva também são diferentes.
Precisamos é de pegar sim, em eventos como este, e transformá-los em algo de bom, de positivo para as gerações mais novas.
Que Deus te abençoe também Vitor!

rui miguel duarte disse...

Olá, Vítor. Estive ausente da cyberesfera por motivos técnicos. Estou de volta. Procurarei actualizar-me aos poucos.
Um abraço.

tito pereira disse...

Estes últimos 2 dias foram de alguma tristeza após ter lido alguns dos comentários que fizeram em relação ao teu texto. Orei por ti e tua esposa...e também por mim pela revolta que senti ao aperceber-me que um espaço destes pode servir para o insulto e julgamento do carácter de uma pessoa que não se conhece pessoalmente.
Cheguei a pensar retorquir técnicamente, pois creio que 14 anos como músico me dariam esse direito. Mas considerei que não havia mais espaço para um diálogo sadio e cristão.
Acredito que a tua resposta neste texto é categórica quanto ao que pretendeste dizer mas também quanto á tua maturidade e elevação como pessoa.
Lamento pelo que se passou e oro para que nos comentários que se fazem aos textos e nas respostas aos comentários,(deste grupo mais ou menos restrito de blogonautas), passe a imperar um pouco mais de bom senso e humildade.
Louvado seja Deus acima de tudo.
Um abraço

Anónimo disse...

Caro Vitor, de facto foste atacado por muitos e quando tal acontece muitas parvoíces são ditas... mas se tantos te atacaram terás de fazer mea culpa pois as coisas não acontecem sem uma razão por trás. Há uma coisa que penso que deveremos todos aprender que é: "Apoiar todo e qualquer evento/programa que tenha como propósito elevar o nome do nosso Deus". Sejam estes eventos feitos pela Igreja A, B ou C. No rescaldo desses eventos penso, que se houver LUGAR a alguma opinião, falar-se do que foi positivo. Do que se aprendeu ou viveu. Este lado positivo deve ser sempre o que deverá ter mais palavras a acompanhar. Depois, em CURTAS palavras, deve-se chamar atenção para um ou outro pormenor a rever pela organização. O nosso amigo Victor fez exactamento o contrário: Começou com umas linhas a falar do que gostou (o meu obrigado porque foram boas palavras) e depois escreve "milhares" de linhas daquilo que não gostou. Não foi edificante. Depois a organização do MQM contratou pessoal técnico para fazer o som. Profissionais. Se alguém falhou, na minha opinião o som estva bom mas poderia ser graças ao local onde estava, foram esses profissionais do som e não a organização do evento. É algo a rever para o próximo evento (mas desde já "aviso" que estando o som nas mãos de técnicos serão sempre estes a comandar as operações e não a Igreja A ou B. E por isso mesmo é que este problema se repete em vários eventos tal como o Vitor se referiu). Por último: A sexta-feira era um Concerto de Música para Deus. Se era para Deus teria de ser o Melhor... o mais Excelente. E na minha opinião, pois eu estava na plateia como todos, foi o melhor da minha VIDA. Os United chegaram como vedetas mas logo puseram, eles próprios, o FOCO no nosso DEUS. Poucos o conseguem fazer. Os meus 5 amigos não-crentes que convidei SENTIRAM isso mesmo. Por fim... essa história de que "Deus só pode ser sentido em momentos calmos" como o nosso amigo Adilson se refere é apenas a sua opinião (que respeito). Não é opinião geral. Eu sinto Deus na minha Vida seja em que ambiente for. Seja ele o mais calmo ou o mais adverso dos ambientes. Pois Deus revela-se a nós quando ELE quer e NÓS permitimos. A minha Igreja para a minha Mãe não serve, pois ela prefere lugares Calmos... Para mim a Igreja da minha Mãe não serve pois é demasiado calma e "aborrecida". É por isso mesmo que há várias Igrejas... onde em cada uma há espaço para trabalhar e se envolver. Com ou sem barulho. Ou pensam que só a Igreja Pessoal de cada um é que é "A" abençoada para Deus??? Um abraço aos Guerreiros de DEUS: Vitor, Vilma, Rui Miguel, Adilson, Bruno Cardoso, Tito Pereira e tantos outros. Desculpem-me se alguma coisa vos ofendeu mas... somos humanos e falhamos várias vezes.
Ricardo Silvestre CCC

Tinoca Laroca disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Vitor Mota disse...

Irmã Tinoca, desculpe mas decidi apagar o seu comentário, em virtude de o ter escrito, "não nos seus dias", o que poderá desplotar a continuação de uma discussão que não interessa. Apaguei igualmente a resposta dado ao seu comentário.

Espero que compreendam e que saibamos todos retirar desta discussão, alguma exortação.

Vitor Mota disse...

Irmão Ricardo,
obrigada pela sua participação, mais uma vez, e que ajudou a esclarecer algo fundamental.
Se ler novamente as minhas palavras, verá que não critiquei ninguém da organização, nem da igreja A ou B. Também não ofendi ninguém na sua integridade ou dedicação à causa. Isso seria realmente injusto, mau e não edificante. Apenas procurei levantar questões acerca de um aspecto que considero central para um evento do género: o excesso de ruído, que, ao contrário, do que pensa, muitos também sentiram.

Já agora pergunto: se as Igrejas podem ser assim tão diferentes, em que me posso sentir bem numa e não noutra, como será no céu? Haverá um céu diferente para cada tipo de crente?

Anónimo disse...

Caro Vitor,
Espero que as minhas palavras não lhe tenham feito pensar que eu disse que o Vitor criticou a Igreja A ou B. Também sei que nunca ofendeu ninguém. No meu último comentário apenas quiz fazer ver a todos (inclusive a mim) que deveremos sempre apoiar as Igrejas A ou B, e se houver lugares a criticas que sejam feitas em jeito de rodapé e não em muitas linhas (isto não é uma critica pessoal ao Vitor mas algo que deveremos TODOS interiorizar). O esforço que muitas Igrejas fazem para ter este ou aquele evento é sempre tão GRANDE que é injusto ouvir-se certos comentários.
O irmão Adilson referiu que somente conseguia ouvir Deus em momentos calmos. Eu dei a minha opinião pessoal que qualquer ambiente me serve para chegar a Deus. As Igrejas são de facto muito diferentes e reflectem a Liderança dos seus Lideres, que não passam de Homens e Mulheres (HUMANOS). Foram chamados para servir a Deus e fazem o seu melhor (com a direcção de Deus). Por isso é que numas Igrejas pula-se e grita-se e em outras o ambiente é completamente diferente. Noutras até se acha isso indecente ou falta de respeito. Noutras quer-se a missa em Latin... e por aí fora.
Perguntar se haverá um céu diferente para cada tipo de crente é uma pergunta interessante que muitos pensarão que sabem a resposta mas eu garanto que o "Céu" é muito mais do que aquilo que possamos pensar ou imaginar. Por último: Desejo a todas as Igrejas as melhores Bençãos de Deus e que UNIDOS façamos erguer o nome de Deus mas não de uma forma Religiosa mas PURA. Lembro a todos que sou um novo CRENTE e que se tivesse lido estes comentários (ao conjunto de todos os comentários) antes da minha conversão... se calhar pensava duas vezes e se calhar afastava-me de qualquer Igreja. Força Vitor.

Vitor Mota disse...

Ricardo, obrigado pelas palavras e bem-vindo à famíla de Deus, que ainda não é pura e perfeita. Mas lá chegará!
Deus te abençoe e te continue a usar no testemunho aos teus amigos.
Um abraço.
V.

Anónimo disse...

Olá Vitor,

Obrigado pelas palavras,
Aqui esta meu blogo. Escrevo ele com outros dois amigos brasileiros. O último texto que escrevi foi sobre a realidade que percebo da Europa de hoje e de seu possível futuro: "Indiferença a Indiferença"
http://www.guinomai.blogspot.com/

um abraço,
Ricardo

Anónimo disse...

Caro Ricardo. Acho que o Vitor estava a falar comigo (Ricardo Silvestre). De qualquer modo vou dar uma vista de olhos ao blog que referiu. Abraço a todos.
Ricardo Silvestre

Anónimo disse...

Ok, Talvez sim Ricardo Silvestre.

Um abraço,
Ricardo Magalhães