segunda-feira, fevereiro 23, 2009

A real vida de professor

"Ah, Os professores têm uma grande vida! Férias no Natal, no Carnaval, na Páscoa, no Verão... Era uma vida assim que gostava de ter!"

Não sei se ainda há quem pense assim. Provavelmente.
Mas a realidade é outra.
Se os professores têm interrupções lectivas há um propósito para tal.
Será que conseguem imaginar o desgaste mental e emocional que existe actualmente na maioria das aulas do ensino básico e secundário? Será que conseguem perceber que é preciso descanso suficiente para estar em condições de enfrentar todas as exigências que constantemente surgem com os alunos actuais e as suas necessidades educativas? Será que fazem ideia do trabalho e do desgaste que dá ser Director de Turma nos tempos actuais?

No entanto, cada vez mais, aquele que deveria ser o justo "descanso do guerreiro" para recuperar energias e se preparar para o período lectivo seguinte, transformou-se num tempo para realização de tarefas burocráticas que por vezes muito pouca influência tem na melhoria da vida escolar.
No meu caso concreto, estou a participar na equipa que tem de refazer o Regulamento Interno da Escola. Para além de trabalharmos no incoerente e desajustado Estatuto do Aluno, temos de trabalhar no processo de escolha do Director, o qual, como é explicito no DL Lei 75/2008, é um órgão! Imaginam voltarmos ao tempo em que uma única pessoa é um órgão?!!

É nisto tudo que temos de gastar o nosso precioso tempo, supostamente de interrupção lectiva!
Infelizmente não são somente os professores a terem vidas, quase miseráveis, se não fosse a sua capacidade extra de suportarem aquilo que por vezes é insuportável. Muitas mais profissões estão a passar pelo mesmo drama.
Quanto a mim, quem me dá forças é Alguém que é soberano sobre tudo e sobre todos!

Para os interessados, poderão ler mais sobre a futura gestão escolar em: http://educar.wordpress.com/2009/02/23/gestao-escolar-perguntas-e-respostas/

2 comentários:

pedronunesnomundo disse...

meu caro amigo, também a mim...

e não é num acto irracional de desespero, é numa opção que faço por um caminho que me impeça desesperar

como te compreendo! ;)

abraço

Vitor Mota disse...

Estamos juntos no barco!
E como aconteceu na história, Deus controla os ventos e as tempestades!

Um abraço
V.