domingo, janeiro 02, 2011

Desculpem o incómodo srs larápios

Ontem à tarde, dia primeiro de 2011, estava eu a passear com a Austin em plena baixa lisboeta repleta de transeuntes, quando reparo que um casal jovem seguia outro casal de turistas. Nada de estranho a não ser o facto do rapaz jovem estar, com a maior das tranquilidades, a abrir a mochila da senhora que ia à sua frente.
Ao me aperceber que se estava a desenrolar um roubo ao meu lado, agarrei no braço do rapaz e o casal de turistas voltou-se para trás, apercebendo-se que estavam a ser assaltados. Mas, para meu espanto, ele nem fugiu nem deu a carteira porque.. já não a tinha.
A Austin que tinha ficado para trás, apercebeu-se que a moça já tinha fugido e correu atrás dela. Agarrou-a também pelo braço e virou-a para si, quando viu que ela já estava a tirar o dinheiro da carteira. A Austin, disse-lhe que a carteira não era dela e tirou-lha da mão, enquanto ouvia uns palavrões daqueles fortes!
Devolvemos a carteira ao casal de turistas que muito agradeceu, enquanto o casal de larápios saia dali a resmungar connosco, com dezenas de pessoas a presenciarem a cena, sem fazerem nada.

Devia ter tentado tirar-lhes uma fotografia e ter ido denunciá-los à esquadra da Polícia, que havia ali bem perto. Com a emoção da cena, nem raciocinamos bem. Mas pelo menos, um casal de turistas não ficou com as suas férias estragadas e eu e a Austin, nos sentimos bem por termos feito aquilo que devíamos.
Mas era tão fácil termos ignorado e passado ao lado dum problema que não era nosso...

Um ano de 2011 repleto de atitudes correctas!

quarta-feira, outubro 20, 2010

Portugal e o seu orçamento

Portugal vive momentos difíceis. Para além da crise de valores, hoje conhece-se verdadeiramente a grave situação financeira em que nos encontramos e que vinha sendo ignorada ou camuflada.
Discute-se agora o orçamento de austeridade para o ano de 2011. Algumas observações desejo destacar sobre este processo:

1) Não percebo como a proposta de orçamento, de austeridade, pede autorização para aumentar a dívida externa em mais de 4% do PIB. Já estamos endividados em mais de 80% e ainda nos vamos endividar mais?? Faz lembrar-me aquelas famílias que estão tão endividadas que precisam pedir novos créditos para pagar as restantes dívidas. E depois admiram-se das taxas de juro da dívida pública nacional terem aumentado tanto!

2) A grande maioria das opiniões refere que este é um orçamento que irá trazer graves consequências ao nível do aumento do desemprego dado que irá provocar uma grande diminuição do consumo interno, fruto também da diminuição do poder de compra. É considerado pela maioria um mau orçamento mas devido à questão anterior, os "mercados externos" exigem que seja aprovado. Ter que aprovar à força um mau orçamento é semelhante a "estar enterrado até ao pescoço" e pedir para nos atirarem um saco de batatas em vez de uma corda!

3) Ainda não era conhecido o documento oficial do orçamento e já todos diziam que tinha de ser aprovado, ou dizendo que esta era a atitude mais responsável a tomar ou para não comprometer as futuras aspirações políticas da actual oposição. Vi com bons olhos a atitude daqueles que apenas mostraram a sua posição sobre o orçamento após o conhecerem e não antes. A questão é que a oposição irá herdar, mais cedo ou mais tarde, a condição em que o país se encontra e por isso, se puder fazer alguma coisa para diminuir o fardo que irá receber, creio que está a agir com responsabilidade, em vez de "lavar as suas mãos" e dizer que não tem nada a ver com a maior desgraça que poderá daí advir.

4) A palavra negociação significa ceder um pouco nas suas pretensões e esperar que o outro ceda também. Quando se negoceia a venda de uma casa, posso dizer: "Só vendo pelo valor X". Ora se surge alguém que está disposto a pagar X-Y e eu aceito, não quer dizer que não tenho palavra mas que simplesmente compreendi o significado de uma negociação e que estou disposto de  entender a posição da outra parte. Acho que é isso que está a fazer o líder da oposição (PPC) mas que a maioria dos jornalistas e comentadores tendem a julgar, mesmo estando ele e defender os interesses de todos os portugueses.

É o que eu penso!

 
 

quarta-feira, setembro 01, 2010

Recepção no aeroporto

Ontem chegámos a Lisboa. Na alfândega, logo que dou os passaportes ao guarda, diz-me ele quase parecendo que me ia prender: "O sr. Mota não sabe que no Espaço Schengen, as crianças de colo podem e devem entrar pela fila prioritária?" Nós até estivemos pouco tempo naquela fila e nem vimos a indicação para a fila prioritária por isso, gostaria que ao menos ele me tivesse dito: Bem vindo a Portugal!