sexta-feira, agosto 04, 2006

Ventos


Tenho de comunicar uma mensagem à Igreja no próximo domingo e não sei ainda qual. Será que ando a tornar-me naquilo contra o qual combato?

6 comentários:

Eduardo Nuno Fonseca disse...

tenho pensado nesse assunto. algumas breves observações:
a) em algumas congregações, não existe esse problema pois advogam a pregação expositiva contínua das Escrituras;
b) existem vantagens: a primeira é que o pregador nunca se depara com a situação que passas agora e toda a revelação é exposta;
c)tenho notado que por vezes o pregador escolhe temas em função do actual estado da sua comunidade. por um lado é algo legítimo e sensato mas existe sempre o perigo da congregação ou parte dela entender a msg como um 'recado' e isso gera obstáculos à própria apreensão da msg;
d) umaa sugestão: estando convicto que a repetição é uma ferramenta pedagógica válida, fala de um tema já abordado a pelo menos 2 anos; verás que provavelmente ninguém te dirá que já a tinha ouvido;
e) força, NF

rui miguel duarte disse...

Podes e deves esperar no Senhor. Podes seguir o conselho dado pelo eduardo nuno. Ou podes ler uma passagem, ou deixar que alguma ideia, algum tema te surja. Pode ser isso que Deus, através do teu coração, quer comunicar. A forma mais corrente de Deus comunicar é o Seu Espírito comunicar com o nosso espírito, o que habitualmente designamos por "voz da consciência". Pode ser um tema batido, se te surgir tal ideia desenvolve-a.
Já agora, contra quê combates? Porque não desenvolver isso?
Abraço

Vitor Mota disse...

Obrigado irmãos. Acho que Deus já me disse o que quer que eu fale. Combato contra o risco de sermos nós a falar em vez de falarmos a Palavra de Deus. Ainda ontem um pregador começava assim a sua mensagem: "Quero partilhar convosco algo que eu nunca vi escrito, algo que Deus me revelou, algo novo..."

Realmente não era algo novo. Era uma ideia extraída da Palavra de Deus simplesmente explicada de uma outra forma que foi bastante sentida e compreendida pelo pregador. Aleluia!

rui miguel duarte disse...

É isso, por vezes é assim mesmo. Estamos a ler e algo nos capta a atenção. E mesmo mediante experiências e dilemas nossos Deus pode falar e podemos ter ensino (por ex. Salmos). Isso é corrente na Bíblia.

Tinoca Laroca disse...

Após ter lido o comentário de Eduardo Nuno Fonseca, fiquei sem "comentários", estou inteiramente de acordo com as suas palavras...
T.

Anónimo disse...

É grande Vitor Mota... este é sempre será um grande dilema para o pregador... por isso, concondo com o Nuno sobre a validade de se pregar expositivamente em um livro bíblico ou sobre um tema durante o mês ou o ano.. Eu tenho o habito de preparar o material que vou trabalhar com a igreja com no minino 6 meses de antecedencia, assim tenho mais tempo para trabalhar os textos... mas o que se deve ter em mente sempre é "pregue a palavra..." mas qual texto? escolha qualquer um... é minha sugestão.... mas contudo... se aplique a estudar o texto, no original de preferencia, descubra sua verdadeira mensagem, implicações e aplicações, revire cada palavra, cada frase, extraia todo principio teologico e mostre a igreja, porque nossa função é "apresentar-nos aprovados, como obreiros que manejam bem a palavra da verdade" e o descodificar destes signos no coração da igreja é obra de Deus e não nossa.... que o Senhor o abençoe para nunca ficar sem o bom depósito...um abraço e ate+