domingo, outubro 30, 2005

Qualidades, precisam-se!

Dois textos bíblicos, I Timóteo 3:1-7 e Tito 1:6-9 apresentam as qualidades que os responsáveis (pastores, presbíteros ou anciãos) devem ter na liderança das Igrejas locais.
É interessante sabermos que, no início da era cristã, algumas destas qualidades eram também examinadas para ver se uma pessoa era conveniente para cargos públicos. Alguns países, actualmente e de forma sábia, ainda seguem prática semelhante.
Ao nível público do nosso país, muito pouco valor é dado, por exemplo, a procurar ser irrepreensível, a ter boa reputação, a ser dedicado e justo, a não ser orgulhoso nem a ter mau temperamento. (Basta recordarmos alguns resultados das últimas eleições!).
E ao nível cristão, como são escolhidos aqueles que têm responsabilidades de liderar as Igrejas locais? Basta declarar que se recebeu uma chamada divina para o ministério, ou continuam a ser examinadas as qualidades descritas de modo a ser pastor e líder?
Parece-me que aqueles que fazem parte das lideranças evangélicas já estabelecidas há décadas, precisam cada vez mais de saber identificar aqueles que têm o desejo de servir no ministério eclesiástico, examinando se possuem as qualidades necessárias ou o potencial para as desenvolver, motivando-os a obterem uma formação bíblico-teológica que os capacite para tal.
Creio nos dons do Espírito Santo mas creio também que é necessária sabedoria para colocar as pessoas certas nas funções certas, para as quais os seus dons e a sua formação integral (qualidades) são essenciais. Parece-me que era este o pensamento de Paulo com as suas instruções a Timóteo e a Tito.

quinta-feira, outubro 27, 2005

"Aquietai-vos...

Vivemos dias de muita agitação. Na política, em diversos sectores da nossa sociedade e, creio eu, também ao nível de cada pessoa individual. Neste último caso, julgo que a causa está em termos coisas a mais a consumir as nossas energias do que aquelas que conseguimos repor. Deste modo tendemos para a desordem, para o desequilíbrio, como uma Lei da Física nos ensina.
Citei, há dias, uma frase que reflecte o pedido de ter serenidade no meio de circunstâncias não alteráveis, ao mesmo tempo que pede coragem para mudar o que deve ser mudado e sabedoria para saber a diferença entre o que pode e não pode mudar.
Não sei qual a estratégia que cada pessoa usa de modo a encontrar essa serenidade tão necessária nos dias de hoje. Mas sei que há Alguém que é a Fonte dessa serenidade: Deus. É a Ele a quem devemos recorrer!

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus." - Salmos 46:10

ps.- para muitas pessoas, Deus está ausente do nosso mundo e este foi deixado à mercê do acaso. No entanto, creio que o futuro vai provar o contrário!

domingo, outubro 23, 2005

Gripe das Aves e Templo Cheio

Não costumo dar muita importância aos sonhos. Mas, a noite passada tive dois sonhos que me deixaram a reflectir. Num deles eu me defrontava pessoalmente com a pandemia da gripes das aves, a qual tinha chegado ao meio onde vivia. No outro via um espaço de culto, repleto de pessoas de todas as idades, onde não havia lugar para entrar mais ninguém, formando uma Igreja desejosa de louvar a Deus e de ouvir a Sua Palavra.
Reconheço que os sonhos podem estar directamente relacionados com preocupações ou imagens vistas no dia anterior e vistos separadamente podem ser interpretados assim. No entanto, como creio que Deus também se pode revelar por meio deles, fiquei a pensar na associação dos dois e perguntei a mim próprio:
Será necessário que surja uma pandemia mundial para as pessoas começarem realmente a buscar e a temer a Deus?

sábado, outubro 22, 2005

segunda-feira, outubro 17, 2005

Queixas e Julgamentos - até onde chegar?

"Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juíz está à porta." - Tiago 5:9

Acho que este, e os outros versos que transmitem a mesma ideia (Tg.4:11,12; Mat.7:11), são para mim dos versos mais difíceis de entender e aplicar correctamente. Em situações práticas, por exemplo, relacionadas com a falta de zelo ou desleixe, faço sempre as perguntas: Até onde posso chegar? O que devo fazer? Qual é o meu papel no meio destas situações, que considero erradas: ignorar (não me queixar, não julgar) ou enfrentar (também o julgamento dos outros e do Juíz)?

Eu tenho uma opinião mas será que querem partilhar as vossas ideias e práticas?