segunda-feira, abril 16, 2007

Túmulos e Ossários

Ontem à noite, a SIC exibiu o mais recente documentário sobre a suposta descoberta do túmulo de Jesus. Todo o documentário visa apresentar evidências que comprovem a ideia de que o Senhor Jesus, para além de ter sido casado e ter tido um filho morreu, foi sepultado, tendo os seus restos mortais sido depositados num ossário.
Há tempos atrás, tivémos o Codigo DaVinci, que em vez de um filho, defendia a ideia de uma filha. Críticos, vejam já se se decidem!??
Agora temos este documentário que ataca o maior pilar da fé cristã: a ressurreição de Cristo.

A SIC prestou um bom serviço ao ter como comentadora ao documentário uma arqueóloga forense que foi capaz de apresentar diversas incoerências ciêntíficas do documentário. Mas mesmo que os "estudiosos" continuem a forçar algumas evidências interessantes de modo a dizerem o que eles querem, a fé cristã continuará bem alicerçada na Palavra de Deus que afirma:

"E, se Cristo, não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé...
Mas de facto, Cristo ressuscitou dentre os mortos." (I Coríntios 15: 13,20)

quinta-feira, abril 05, 2007

Considerações sobre a Páscoa

Em primeiro lugar, trata-se de um festa, a festa da Páscoa. É portanto uma época de alegria pela salvação providenciada por Deus. Originalmente, como sabem, o motivo da alegria foi a libertação poderosa do povo de Israel das mãos dos Egípcios, os quais serviram durante 430 anos.

Em segundo lugar, importa referir que o sangue de um cordeiro, sem qualquer defeito, teve de ser derramado de lado e por cima das portas das casas dos judeus, para que os seus lares fossem protegidos da morte. Foi a obediência a esta mensagem que os salvou da escravidão para uma vida de liberdade e debaixo da provisão de Deus.

Cerca de 1500 anos depois, surge um outro Cordeiro na História, Jesus Cristo. Apesar das constantes tentativas de fazer dele um comum homem pecador, como todos os mortais, Ele foi o único ser humano que, com a Sua vida, satisfez integralmente o projecto de Deus. Como o 2º Adão, Jesus conseguiu viver sem qualquer mancha, defeito ou pecado. Foi isso que o tornou apto a morrer, a derramar o seu sangue por todos.

Mas será que todos serão salvos pelo facto de Jesus ter derramado o seu sangue por todos?

“… se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” – Romanos 10:9

Eis a resposta da Bíblia. Para alguém ser salvo precisa confessar, reconhecer Jesus como Senhor da sua própria vida. Isto significa estar pronto a deixar a sua vida de “escravidão” a muitas coisas deste mundo. Mas há um outro aspecto que não podemos dissociar deste. É que a morte traz vida. Jesus morreu mas ressuscitou! Ele está vivo para demonstrar que Ele é o Senhor da Vida. Portanto, esta salvação traduz-se em sair à descoberta de uma nova vida em novas “terras prometidas”. Nem tudo será fácil. Haverá quedas e falhas mas o Senhor Deus estará consigo para o perdoar, para o guiar, para o proteger, para o amar.
É isto que significa estar salvo pelo sangue de Cristo!
É este o significado da Páscoa!

segunda-feira, abril 02, 2007

Bodas

Parece que não existe consenso em relação aos nomes das bodas de casamento, pelo menos entre Portugal e o Brasil. De qualquer modo aqui fica uma lista da boda que se comemora em cada ano de casamento, para todos os que valorizam o casamento: Bodas

segunda-feira, março 26, 2007

Bodas de Papel

Bodas de Papel" é a designação para a comemoração de dois anos de casamento. No primeiro ano comemora-se as "Bodas de Algodão". Porquê estas designações?
Talvez porque no 1º ano o casal ainda andou nas núvens, simbolizado pelo algodão. Tudo era lindo e puro. Mas no segundo ano de casamento já é preciso recordar o compromisso assumido no "papel" assinado pelos dois no dia do casamento. As diferenças, as pressões e as discussões precisam ser encaradas como fazendo parte do relacionamento e a aceitação mútua precisa ser assumida tal como se assumiu o compromisso de amar um ao outro no papel.
Agora então entramos no 3º ano, do trigo. Será que vai ser um ano de abundância?
Como devemos gerir essa "riqueza" será o nosso desafio!

quarta-feira, março 07, 2007

Criancinhas

O autor é desconhecido mas a realidade é bem conhecida de todos!

"A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola Adidas e ténis Nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta que não é connosco e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa.

Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo.
A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora.
Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles.
Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei.
Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos."