terça-feira, setembro 27, 2005

O Senhor e o corpo

“Porém o corpo não é para a impureza mas para o Senhor e o Senhor, para o corpo.” (I Cor. 6:13)

Ao ler W. Nee fiquei despertado para este texto nomeadamente por causa das expressões: “O corpo é para o Senhor” e “o Senhor é para o corpo.”
Estas expressões são referidas no contexto de um princípio da liberdade cristã: tudo nos é lícito fazer, mas nem tudo convém. Ora, muitas vezes os cristãos são criticados quando lhes dizem que eles são obrigados a cumprir um conjunto de regras que lhes tiram a “felicidade” e não os deixam viver a vida com satisfação. No entanto, esta crítica está errada porque se há alguém interessado na nossa felicidade e bem-estar, essa pessoa é Deus. Por exemplo, alguns mandamentos requeridos ao povo de Israel no Velho Testamento tinham em vista uma melhor saúde física. Hoje, sabemos cada vez mais sobre aquilo que é melhor para a saúde e o que não é. Mesmo assim, os nossos corpos ficam doentes, exactamente porque temos uma natureza corruptível (entenda-se pecaminosa). É então que precisamos entender que o propósito de Deus para o homem não é só transformar o seu ser (mente, vontade e emoções), dar uma nova vida ao seu espírito, mas também é vivificar o seu corpo (cf. Rom. 8:11).
Mas o que significa isto?

(continua…)

4 comentários:

JOINCANTO disse...

Jesus valoriza de tal forma o nosso corpo que um dia irá e transformar o nosso corpo abatido num corpo glorioso semelhante ao Dele (Fil.3:21).
Espero que continues a ler W. Nee e com as meditações aqui.

Vitor Mota disse...

Sim, pretendo fazer isso. W. Nee é profundo. Obrigado pelo incentivo.

Lenita disse...

Olá Vitor!

Ler Watchmann Nee é desafiador. É um autor que não está com meias medidas.
A questão do corpo tem implicações muito profundas, basta ver a tónica constante que refere a igreja como o corpo de Cristo. Este corpo devemos levar a sério,por ex., na celebração da ceia (Coríntios), como deixa claro o contexto. É nesse corpo que se desenvolve a vida cristã. Como refere John Powell num dos seus livros: a aceitação de Cristo implica forçosamente aceitar os irmãos. O cristianismo não é solitário, mas principalmente comunitário. Nos evangelhos Jesus tantas e tantas vezes sublinhou "uns aos outros", "é costume fazer assim ... mas não será assim entre vós".

Esta é uma matéria tão vasta - há imensas facetas para reflectir. Talvez estejamos a precisar de sublinhar novamente este aspecto, depois de 1 ou 2 décadas de pendor mais individualista. Vimos no que deu:
assim que surgem problemas, equívocos, desavenças nas comunidades, o/s respectivo/s irmãos saem sem resolver o problema e vão "começar tudo de novo" noutra igreja.
Isto obviamente é contrário ao que Deus pretende.

As maiores felicidades para os teus estudos!

Lenita

Lenita disse...
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