quinta-feira, novembro 24, 2005

Acerca das relações sexuais

Especialmente nas sub-culturas evangélicas norte-americana e brasileira, está a ser normal, tolerada e, em alguns casos, considerada bíblica a prática de relações sexuais antes do casamento entre casais de namorados assumidamente cristãos. Sabemos que somos influenciados por essas sub-culturas. A Bíblia apresenta alguns conselhos e exortações sobre o assunto. Psicólogos e conselheiros matrimoniais também têm as suas posições e conselhos. Qual é a sua opinião? Se estiverem à vontade para o fazer, escrevam comentários ou então participem simplesmente na Sondagem.

ps-com o termo sub-cultura pretendo referir-me a grupos dentro das comunidades/culturas cristãs que começam a pensar e a viver do modo descrito. Não me quis referir às igrejas em si e ao ensino que proclamam.

12 comentários:

Paula disse...

Apenas devem existir quando há um compromisso: o casamento.

Paulo Camargo disse...

Como cristão brasileiro devo discordar de sua afirmação. Nas Igrejas cristãs brasileiras que possuem a Bíblia como regra de fé e estão sujeitas a Cristo, não há tolerância para a prática de relações sexuais antes do casamento para cristãos, como para não-cristãos. Sabemos que a Bíblia é bem clara sobre esse assunto, o Pastor que autoriza ou tolera essa prática está indo contra aquilo que o fez receber esse título. Não se pode generalizar, pois assim estaríamos condenando os santos do Senhor que estão se aperfeiçoando na graça. Nossa função é apontar o caminho, sejamos benção nessa geração que está longe do Senhor. :)

JOINCANTO disse...

Relações sexuais entre um homem e uma mulher deve acontecer somente no casamento.

Vitor Mota disse...

Paulo Camargo, obrigado pelo seu testemunho discordando da minha afirmação. Ainda bem que me afirma que não existe essa tolerância nas igrejas cristãs. Mas a prática nem sempre é igual à doutrina e a própria literatura cristã evangélica brasileira relata um pouco essa realidade. Foi por isso que quis levantar esta questão.

Paulo Camargo disse...

O problema é q o termo evangélico, hoje em dia, é muito generalizado. Atualmente, uma pessoa não precisa praticar a doutrina de Cristo para ser considerada evangélica, mas apenas se auto-afirmar como tal. E isso envergonha o Evangelho. Sabemos que existem lobos em meio a ovelhas, e que o inimigo quer desmoralizar os cristãos fiéis. Por isso precisamos estimular o estudo das Escrituras, que hoje é pouco pregado. Mas discutir um tema é sempre saudável e deve ser praticado... só quis deixar claro que a Igreja Cristã Brasileira tem como regra de fé e conduta a Bíblia, e que um grupo de pessoas não pode ser considerada como um todo. Devemos sim condenar o pecado através das Escrituras e indicar o caminho para o povo (e isso inclue Brasil, Portugal, EUA, etc).

Allan Jost disse...

"...nas sub-culturas evangélicas norte-americana e brasileira, está a ser normal, tolerada e, em alguns casos, considerada bíblica a prática de relações sexuais antes do casamento entre casais de namorados assumidamente cristãos."

Tenho trabalhado em igrejas tanto nos EUA quanto no Brasil e acho que a generalização que é feito nesta frase é difícil a manter. Há certamente casos onde igrejas liberais tem funcionalmente praticado esta atitude, mas na minha experiência é que as igrejas cristãs bíblicas tentam manter sexo dentro do amparo do casamento cristão. Ainda mais pela minha experiência pessoal posso fazer uma generalização ao contrário, mas a realidade é que somos humanos e aptos ao pecado, nossa prática nem sempre é igual aos nossos ideais.

Vitor Mota disse...

Acho que não estou a fazer uma afirmação generalizada, especialmente porque não conheço as realidades focadas tão bem como quem lá vive ou viveu. Foi por isso que falei em sub-culturas evangélicas. Com isto, não me queria referir à cultura/doutrina ensinada pela maioria das Igrejas Evangélicas mas sim por sub-culturas (espero que sejam a minoria dos cristãos) dentro das culturas, que começam a pensar e a viver do modo descrito. E certamente que esta é uma realidade concreta (não disse como generalização) que os livros de diferentes conselheiros e autores cristãos (bíblicos) tentam combater. E se o fazem é porque é uma realidade. E todos nós conhecemos casos (também já em Portugal) de pessoas cristãs que não pensam, nem agem como se as relações sexuais fossem exclusivas do casamento. Bastaria fazer uma sondagem a adolescentes/jovens para comprovar este facto. Talvez se tivesse feito a pergunta nesse sentido, poderíamos tirar essas conclusões.
Obrigado a todos pelas vossas contribuições.

Marlene Maravilha disse...

Vitor,
o que vemos é exatamente isso. A maioria dos jovens não leva a sério a Palavra do Senhor e a prática sexual dentro das igrejas tem sido sim,normal e comunissíma.
Só apelando para o Espírito Santo de Deus e a aplicação da sua Palavra para ver se modificamos este quadro. A chave está na oração. TEmos que atentar para isso.
Um grande abraço

Eduardo Nuno Fonseca disse...

Caros colega cibernautas. Em Outubro de 2005, numa conferência realizada pelo pastor Ricardo Gondim, aludindo a um estudo credível efectuado nos EUA que tinha suscitado bastante impacto ele referiu o seguinte:

• O Programa de Abstinência Sexual iniciado no início da década de 90, 1993; onde 2 milhões e 400 mil adolescentes e jovens aderiram; em Março de 2004, 88% não conseguiram manter-se castos até ao casamento. Dos 12 % que mantiveram a sua virgindade, uma percentagem significativa não consideravam o sexo oral uma relação sexual completa.

creio, atestando da veracidade do estudo efectuado, que é elucidativo o actual estado das coisas.

NF

Lenita disse...

De facto, as atitudes a que hoje se fecha os olhos nas igrejas são vergonhosas. O que há mais é igrejas do tipo I. Coríntios (mas apenas a parte negativa). Por um lado, vai-se para a rua com cartazes contra isto e contra aquilo, e no interior reina a convivência fácil, sem resolução de conflitos, sem arrependimento e verdadeira prática de perdão. Bem dizia um pastor há tempos "onde não há pecado, não há perdão", querendo dizer: onde não reconhecemos e identificamos claramente o pecado/ o nosso pecado, não pode ser praticado o perdão, não há lugar para o perdão de Deus, nem o perdão dos outros, somos todos uns falsos-santos, não estamos a fazer nada na igreja, pois ela é uma comunidade de pecadores em arrependimento, sendo essa a condição que - por mais estranho que pareça - nos habilita ao caminho da santificação.

Mas muitos não tratam dos problemas dentro da igreja - sorri-se muito, dá-se muitos beijinhos e abraços aos irmãos, muda-se de igreja quando os amuos começam a ficar incómodos, e todo os desfile de egoismos começa novamente. Também se troca de marido/esposa facilmente, basta mudar de igreja.... e isto mesmo quando um membro do casal nem tenha abandonado a fé e a esposa/marido (caso que talvez chegasse a ser compreensível, segundo Coríntios I).
Mas fora da igreja fazem-se manifestações, movem-se mundos e fundos para fazer "prosélitos" de valores cristãos aos que não têm Cristo, julga-se, fica-se indignado com os pecados do mundo... ora é álcool, ora é o aborto, ora é o sexo pré-e-extra-marital, ora é a homosexualidade, as drogas...
Bem certo, que, como seguidores de Cristo, não concordamos com estas coisas, mas não é de admirar que outros que não seguem o Evangelho, tendam a fazer o que bem entendem.

Cabe-nos a nós por ordem na "casa de Deus", ser luz para iluminar e atrair e não sair para bater nos outros. E há tanto que arrumar nas nossas vidas!
Falar do tema sexo, para alguns de nós, pode ser confortável, pois aparentemente temos "tudo sobre controlo" e este é um tema que parece incendiar, mas não esqueçamos que Paulo coloca a imoralidade bem ao lado da inveja, contendas, glutonaria...
Abraço

Ismael Carmo disse...

Considero que apesar de na maioria das igrejas evangélicas, não só nos EUA e Brasil, mas também em Portugal e outros países ensinar que as relações sexuais entre um homem e uma mulher somente devem acontecer no contexto do casamento, a realidade é que cada vez mais acontece antes do casamento e muitas vezes a liderança da igreja não encara esta questão com frontalidade... Recordo um culto especial em que estive presente no ano de 1998 na cidade de Niteroi, onde estavam presentes muitos jovens solteiros a maioria dos quais namoravam ou eram noivos e quando Pastor convidado para ministrar a palavra do Senhor disse que sentia que existia bastantes pecados sexuais por confessar a Deus e também situações imorais no seio da igreja e que Cristo queria perdoar, renovar e restaurar essas pessoa, fez então um chamado para arrependimento e oração e aconteceu para meu espanto (percebi a realidade) que muitos.... e muitos dos presentes foram a frente para receber oração e confessaram que estavam a praticar sexo fora do casamento ou seja em seus namoros e noivados... não posso generalizar mas o facto é que a realidade do povo presente era de um contexto inter-denominacional...
Que o Senhor nos ajude a ter temor e reverência pela Sua Santa Palavra…

Vitor Mota disse...

Obrigado também à Marlene, Nuno, Lenita e Ismael pelos vossos testemunhos. Julgo que são bastante elucidativos da realidade e de que não podemos ficar indiferentes nem evitar-mos falar nestas questões.